Dor e analgesia – parte 11
Fisioterapeuta que trata a dor sem compreender sua origem corre o risco de passar anos “secando gelo” e esse é um dos grandes limites de uma abordagem exclusivamente analgésica: aliviar o sintoma sem investigar os mecanismos que sustentam a disfunção.
Sobrecargas, alterações biomecânicas e processos inflamatórios podem coexistir e sem avaliação funcional e morfofuncional, a intervenção pode se tornar repetitiva, com resultados temporários.
Já a fisioterapia moderna exige mais do que escolher uma técnica analgésica, exige compreender a fisiopatologia, identificar fatores modificáveis e estabelecer estratégias que favoreçam o reparo tecidual, a recuperação funcional e processos regenerativos.
A analgesia continua importante, mas não pode ser confundida com a totalidade da reabilitação. Afinal, não basta fazer a dor desaparecer, é preciso compreender o que impede o tecido de recuperar sua função.
Quem trata apenas o sintoma pode aliviar a dor. Quem compreende a disfunção pode transformar a reabilitação.
E não podemos esquecer: se existe um profissional cuja formação é fundamentada na biomecânica e na fisiopatologia do movimento humano, esse profissional é o fisioterapeuta. Então, por que limitar nossa atuação à analgesia?
Por isso, caro colega, modernize seu olhar clínico: quem apenas combate a dor trata o sintoma; quem compreende a fisiopatologia e identifica a disfunção abre caminho para a verdadeira reabilitação.
#dor #fisioterapia #reabilitação #diagnósticofuncional