Dor e analgesia – parte 7
A dor crônica raramente surge de forma abrupta porque, na maioria das vezes ela começa leve, esporádica e aparentemente sem importância.
O paciente tende a ignorar esses sinais iniciais, acreditando que desaparecerão sozinhos, mas com o tempo, pequenas compensações biomecânicas passam a se acumular.
Essas compensações sobrecarregam estruturas musculares e articulares e quando a dor finalmente se torna limitante, a disfunção já está instalada.
Como no caso do termograma abaixo de um paciente do sexo masculino, 55 anos, sem comorbidades e que apresentou dor em joelho após muitos anos de desconforto após musculação. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado alterações térmicas condizentes com o relato de dor.
Essa análise foi determinante para o tratamento sem limitar a apenas reduzir sintomas porque, na fisioterapia, compreender o mecanismo que gerou a dor é fundamental.
A abordagem moderna busca identificar os fatores funcionais envolvidos e quando esses fatores são corrigidos, o prognóstico muda significativamente.
Dor não é apenas um sintoma, dor é uma resposta do organismo indicando desequilíbrio funcional.
Ignorar esse sinal pode transformar um problema simples em uma lesão crônica.
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