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Estado inflamatório e clínica – parte 5

Inflamação é uma resposta fisiológica essencial do organismo e ela participa diretamente do processo de reparo tecidual.

O problema surge quando essa resposta se torna desregulada ou persistente e, na prática clínica, compreender as fases da inflamação é fundamental.

Isso porque, cada fase apresenta características biológicas específicas e cada uma exige estratégias terapêuticas diferentes. Intervir de forma inadequada pode atrasar ou até prejudicar o reparo do tecido.

Por isso a fisioterapia moderna precisa considerar a fisiopatologia da inflamação, pois quando entendemos o comportamento biológico do tecido, conseguimos intervir com maior precisão.

A reabilitação deixa de ser apenas sintomática e passa a ser biologicamente orientada.

Isso porque a inflamação não é inimiga, ela é parte integral e importante do processo de cura e saber interpretá-la muda completamente o tratamento.

Por isso, o grande diferencial do profissional é conhecer as fases da inflação e usar isso ao seu favor, induzindo o tecido ao máximo sua capacidade regenerativa em cada etapa através de métodos e técnicas específicas.

Isso é ciência, isso é ser profissional com diferencial.

#inflamação #fisioterapia #reabilitação #fisiopatologia

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 5

Laserterapia é frequentemente reduzida a um protocolo simples: o famoso 4 J/cm² tornou-se quase um padrão automático.

Esse é um dos maiores equívocos da prática clínica, pois a interação da luz com o tecido depende de diversos fatores como: comprimento de onda, potência, densidade energética e tempo de aplicação determinam a resposta celular. Isso falando exclusivamente dos parâmetros do equipamento, sem contar outros fatores.

E sem compreender esses parâmetros, o profissional apenas emite luz, sem necessariamente promover modulação inflamatória ou regeneração tecidual.

Laserterapia exige conhecimento de biofísica, fisiologia e fisiopatologia e quando corretamente aplicada, pode estimular o metabolismo celular e favorecer processos regenerativos.

O diferencial da técnica não está apenas no equipamento, está no conhecimento do profissional que a utiliza e isso impacta diretamente no resultado do profissional.

A laserterapia, quando corretamente aplicada, não promove apenas analgesia, ela regenera o tecido.

Laser não é protocolo automático, laser é ciência aplicada à reabilitação.

#laserterapia #fisioterapia #reabilitação #regeneraçãotecidual

Dor e analgesia – parte 5

Na clínica, a dor crônica raramente surge de forma abrupta, pois ela costuma começar leve, intermitente e pouco valorizada.

Por isso, na grande maioria das vezes, o relato de dor crônica é esquecido ou pouco valorizado na avaliação.

No entanto, com o tempo, pequenas compensações biomecânicas se acumulam e quando o paciente procura tratamento, a disfunção já está instalada.

E, em geral, nestes casos, o paciente chega agudizado, com dor intensa e frequente, além de várias compensações resultantes da dor. Isso agrava o caso ainda mais, tornando a avaliação mais complexa.

Como no caso do termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 52 anos, sem comorbidades e que apresentou dor lombar aguda após um treino de musculação. Após avaliação, foi relatado dores recorrentes com agudização naquele momento. Foi realizado uma Análise Termofuncional que detectou alterações térmicas compatíveis com sobrecarga muscular.

Estas informações possibilitaram estruturar um programa terapêutico direcionado, eficaz e personalizado para a paciente, com o objetivo de analgesia e antinflamatório imediatos para retorno da atividade.

Portanto, uma avaliação correta é o primeiro passo para o tratamento eficaz, pois a dor ignorada evolui, já a dor bem analisada é transforma o prognóstico.

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Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 5

Na termografia clínica, a informação mais valiosa raramente é a temperatura absoluta, pois o dado mais relevante é, de longe, o gradiente térmico.
Isso porque, o gradiente revela alterações metabólicas e funcionais que muitas vezes não aparecem em exames estruturais.

Como no caso do termograma abaixo de um paciente do sexo feminino, 38 anos, sem comorbidades e que apresentou dor cervico-torácica há mais de 2 anos sem apresentação de lesões em exames de imagem. Foi realizado uma Análise Termofuncional e foi detectado gradiente térmico condizente com o relato de dor e com a sobrecarga funcional apresentada.

Além disso, o gradiente indicou uma alteração da musculatura envolvida, totalmente referenciada pela paciente, mostrando claramente a dor da paciente, antes não justifica por exames de imagem.

Isso permitiu direcionar a conduta terapêutica de forma mais precisa e a adesão da paciente a terapia.

Neste sentido, sem a correta interpretação do gradiente, a imagem térmica perderia seu valor clínico.

Isso porque, no Método de Termografia Infravermelha, o gradiente não é apenas variação térmica, é uma informação funcional do tecido e interpretar essa informação exige conhecimento profundo deste método.

Ah o gradiente, de longe, é nosso maior aliado.

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