Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 6
Uma das maiores dificuldades da prática clínica é localizar a verdadeira origem funcional da dor, especialmente quando exames estruturais não conseguem responder essa questão.
É exatamente nesse contexto que a análise do gradiente térmico se torna uma ferramenta extremamente relevante.
Como no termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 51 anos, sem comorbidades e com relato de dor cervical.
Foi realizada uma Análise Termofuncional, que detectou gradiente térmico assimétrico em musculatura torácica.
Esse padrão revelou alterações metabólicas compatíveis com a sobrecarga funcional observada durante a avaliação clínica.
A interpretação do gradiente permitiu identificar a região de maior comprometimento funcional e direcionar a conduta terapêutica com maior precisão.
O ponto mais importante é que o gradiente não representa apenas diferença de temperatura.
Ele traduz o comportamento funcional do tecido e é justamente aqui que existe uma das maiores confusões da termografia clínica.
Muitos profissionais possuem a imagem, mas poucos possuem o método para interpretá-la.
Para quem tem formação e conhecimento, o gradiente se torna uma das informações mais importantes da clínica.
Ah, o gradiente… nosso maior aliado.
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