Dor e analgesia – parte 6
A dor musculoesquelética raramente possui uma única causa porque, na maioria das vezes, ela é o resultado da combinação de múltiplos fatores que atuam simultaneamente sobre o organismo.
Sobrecarga mecânica, desequilíbrios musculares, alterações biomecânicas e padrões inadequados de movimento estão entre os mais frequentes.
O grande problema é que esses fatores podem permanecer silenciosos durante meses ou até anos.
Quando a dor finalmente aparece, ela muitas vezes representa apenas a manifestação tardia de uma disfunção que já estava em evolução.
Por isso, a fisioterapia moderna não deve se limitar ao controle do sintoma, mas sim identificar os fatores que geraram a dor (causa) é fundamental para reduzir recidivas e construir resultados duradouros.
Tratar apenas a dor pode gerar alívio temporário, mas compreender a causa da dor permite mudar o prognóstico.
A verdadeira reabilitação começa quando deixamos de perguntar apenas onde dói e passamos a investigar por que dói.
A dor é um sintoma, já o diagnóstico é o caminho.
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