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Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 8

A laserterapia promove a indução à regeneração e possibilita uma reabilitação muito mais eficaz e, mesmo em casos de inflamação aguda, a radiação laser consegue promover estímulos regenerativos ao longo do tratamento.

Acreditava-se que a radiação teria um efeito local associado a perda da luz pelo efeito do espalhamento. Porém, como podemos ver através da imagem do termograma abaixo, o efeito tecidual da aplicação da radiação laser (numa tendinite de punho) pode se estender por todo o tecido como efeito e não como espalhamento. Neste caso, em particular, a própria paciente relatou “calor” em toda extensão do tendão tratado, demonstrando o efeito indutor do laser no tecido, e não apenas um “espalhamento”.

Dito isso, devemos entender que a radiação laser tem efeitos muito mais amplos e precisos do que podemos imaginar, chegando de fato a uma indução a regeneração.

Todavia, o que realmente precisamos hoje é de recursos humanos aptos a usar corretamente a laserterapia, o que não acontece hoje.

A grande maioria dos profissionais que fazem uso da laserterapia nem sabem os princípios básicos da radiação laser, muito menos como utilizar o seu potencial indutor de regeneração celular, menosprezando o equipamento num uso repetitivo e sem sentido de 4J.

A laserterapia exige muito mais que uma aplicação robótica voltada no tabu dos 4J para tudo, pois isso nem de longe é o que a radiação tem para oferecer.

Assim, com estudo corretos e mais aprofundados da laserterapia, você poderá usar de fato o potencial da radiação laser: indução à regeneração tecidual.

Conhecimento é a chave para o uso da laserterapia como indutora da regeneração celular.

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Estado inflamatório e clínica – parte

Durante a reabilitação, o tratamento do paciente passa por várias fases e, entre elas, sempre o paciente apresenta intercorrências do dia a dia. Em sua grande maioria das vezes, são leves, mas em alguns casos, estas intercorrências podem vir acompanhadas de dor e limitação.

Estes tipos de intercorrências podem e vão influenciar diretamente no tratamento, impedindo ou até agravando a condição do paciente. Dito isso, é importante frisar que, como profissional, você deve estar atendo a estas intercorrências, sabendo principalmente identificar seu início.

Como no caso do termograma abaixo de um paciente do sexo masculino, 52 anos, que estava em processo de reabilitação no estágio de início de atividade física, e que apresentou desconforto lombar após treino de musculação. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado gradiente correspondente ao relato de dor.

Esta análise qualitativa permitiu a mudança imediata do procedimento, focando na melhora do quadro antes que ele se agravasse e regredisse o progresso da reabilitação.

Importante salientar que, não é porque o paciente está na fase assintomática que magicamente a inflação cessou, ela apenas diminui a ponto de não apresentar a dor. Porém, ela está lá, oportunistamente.

Vale lembrar que o estado inflamatório passa por várias fases ao longo de 2 anos, e precisamos entender que a fisioterapia não é feita por sessões, mas sim de um tratamento completo que entrega ao paciente sua autonomia, funcionalidade, prepara o sistema para as atividades e previne o retorno da disfunção.

Por isso, pensar na fisioterapia é entender que este oferece um tratamento completo, do começo ao fim da inflamação.

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Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 8

Na termografia, com o olhar da fisioterapia, o gradiente é a melhor forma de análise que se pode ter com a somatória dele poder ser analisado em tempo real.

Esta análise, quando corretamente feita, pode revelar informações cruciais para avaliação e o tratamento do paciente, com segurança e eficácia. Isso facilita a escolha dos métodos e técnicas mais precisos para cada caso e cada paciente, documentando inclusive a inclusão destes no programa terapêutico.

Como no caso do termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 65 anos, com comorbidade e que apresentou dor em região lombar. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado alterações térmicas condizentes com o relato de dor. Ao analisar o termograma, o gradiente permitiu escolher a melhor técnica a ser aplicação naquele momento.

A análise feita neste termograma foi qualitativa, isso porque as informações mais importantes neste termograma são as que revelam uma síndrome compressiva, corroborando com o relato de dor. Isso porque, o gradiente é, de longe, a melhor análise termográfica que o fisioterapeuta pode fazer com o uso da Termografia Infravermelha.

Isso porque, sem este conhecimento, ficar analisando quem esta “mais quente ou frio”, não agrega absolutamente nenhuma informação para o fisioterapeuta. Agora, quando temos uma análise através do gradiente, isso revela e muito ao fisioterapeuta o que está acontecendo naquele tecido.

E este é o ponto chave do uso da termografia: usar a informação térmica imediatamente para impactar positivamente nas escolhas do programa terapêutico.

Ah, o gradiente, nosso maior aliado.

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Dor e analgesia – parte 8

Estudar o relato consciente da dor do paciente está intimamente ligado ao estudo do estado inflamatório, pois ele é o nosso mapa que diz como a intensidade da dor está ligada ao grau de inflamação tecidual.

Quando o paciente chega a uma intensidade de dor limitante, já imaginamos que o grau de inflamação está alto, que a evolução da lesão tecidual está avançada ou ambos. Portanto, saber exatamente o momento em que o estado inflamatório se encontra é a chave para um correto diagnóstico e um prognóstico efetivo.

Como no caso do termograma abaixo de um paciente do sexo masculino, 70 anos, com comorbidades e que apresentou dor intensa em joelhos, sem exames de imagem. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado alterações térmicas condizentes com o relato de dor.

Estas informações foram cruciais para determinar o grau de comprometimento tecidual e suas limitações, permitindo também uma maior segurança na elaboração do programa terapêutico. E para o paciente, justifica e muito o questionamento da dor e a necessidade de exames de imagem para determinar em que estado inflamatório o tecido se encontra e o grau de lesão deste.

Somente com estas informações é que é possível desenharmos uma reabilitação segura e eficaz, sem risco de sobrecarregarmos o tecido e permitindo, guardada as devidas proporções, o aumento da carga terapêutica.

Porque, tratar as cegas, é quase certo elaborarmos um tratamento que não gera resultados, ou até pode provocar a piora do caso do paciente. Porém, ao focarmos nesta forma de avaliação, a probabilidade de elaborarmos um programa terapêutico seguro e eficaz se torna grande.

Saber olhar os detalhes e interpresar de forma correta, é o que faz o profissional ter resultados diferenciados, e não apenas paliativo.

Parafraseando Sherlock Homes: “Os pequenos detalhes são sempre os mais importantes.”

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Estado inflamatório e clínica – parte 7

Conseguir regenerar o tecido é o ponto auge da profissão, mas este é o maior desafio da clínica. Isso porque existem inúmeros fatores não controláveis que influenciam diretamente na inflamação, e o principal deles é o comportamento do paciente.

De longe este é o que nos ajuda a chegarmos ao sucesso regenerativo ou apenas alcançarmos a analgesia. Porém, se conseguirmos provar que vários dos comportamentos dos pacientes podem gerar mais inflamação, podemos convencê-lo a parar com este estímulo lesivo.

Como no caso da sequência de termogramas abaixo de uma paciente do sexo feminino, 49 anos, sem comorbidades e que apresentou dor em antebraço direito. Foi realizado uma Análise Termofuncional e que apresentou alterações térmicas condizentes com o relato de dor.

Foi sugerido a paciente que suspendesse a atividade daquele membro por um período suficiente para alcançarmos, minimamente, a analgesia e, depois disso, incrementando a atividade física aos poucos.

Isso fez com que a paciente aderisse ao tratamento, pois sua disfunção era visível no termograma, ficando didático explicar a necessidade da suspensão da carga.

No decorrer da reabilitação, seria possível demonstrar a melhora através da termografia e verificando se isso estava coerente com a diminuição da dor.
Isso facilita e muito a terapêutica, por conta da adesão do paciente a terapia proposta. Além disso, também fica fácil solicitar ao paciente exames de imagem para que se possa analisar melhor esta disfunção.

A regeneração é o auge da profissão, só que para isso precisamos passar pela adesão do paciente a terapia, e somente com fatos conseguimos fazer isso.

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Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 7

A formação profissional na graduação em laserterapia, do fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, é muito pobre e em alguns casos, até ausente.

Dito isso, é possível entender por que a laserterapia é pouco usada e, quando usada, ocorre de forma ineficiente. Isto posto, temos uma população inteira de profissionais que não fazem uso da laserterapia em seu potencial regenerativo.

Isso causa descredibilidade da técnica e desuso, gerando um ciclo vicioso sem fim. E não é a falta de tecnologia a laser que provocou esta descredibilidade, mas sim a falta de recursos humanos formados adequadamente.

Esta necessidade urge à medida que temos cada vez mais profissionais no mercado sem a adequada formação nesta técnica, deixando cada vez mais em desuso a laserterapia, voltando para a afirmação da primeira frase.

O termograma abaixo mostra uma aplicação da laserterapia no ombro de uma paciente do sexo masculino, 52 anos, sem comorbidades e em reabilitação de ruptura de supraespinhal. A imagem de antes mostra como a disfunção desta lesão acomete o paciente e a outra imagem com uma associação da imagem termal com a visível. No segundo termograma podemos perceber como a radiação imediatamente gera efeitos teciduais que, notoriamente, diminuem as alterações anteriores.

Claro que para termos efeitos regenerativos, precisamos de várias aplicações (dose dependente), dentro de todo um processo de reabilitação, mas somente com estes 2 termogramas conseguimos demonstrar didaticamente como a radiação laser influencia o tecido diretamente.

Assim, somente com o profundo conhecimento da laserterapia poderemos usar a radiação com efeitos regenerativos, pois sem isso, apenas alcançamos analgesia relativa.

A aplicação da laserterapia é, de longo, a nossa melhor técnica de indução à regeneração.

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Dor e analgesia – parte 7

Saber entender a dor e tratá-la eficientemente é o que faz a credibilidade do profissional frente a necessidade do paciente.

Uma das grandes dificuldades na clínica é justamente “ver” o relato de dor consciente do paciente, o que dirá os reflexos de dor que são inconscientes. Neste universo, ter um método capaz de “enxergar” estas “dores” podem influenciar positivamente na metodologia de tratamento.

Um método que pode fazer isso é a Termografia Infravermelha e, como fisioterapeuta, posso dizer que eu era “cega” antes de conhecer a termografia. Isso me levou a querer ter o pleno conhecimento da termografia, até seu mais alto grau de certificação (SNQC).

Por isso foi necessário a criação de uma técnica exclusiva para uma profissão: a Técnica Termofuncional. Com ela somos capazes de entender as disfunções dos pacientes em tempo real e com segurança e eficácia de uma técnica com certificação em termografia (Nível 3 e categoria 3 com SNQC) e homologada por um conselho de classe (COFFITO).

Como no caso da sequência de termogramas de uma paciente, do sexo feminino, 44 anos, sem histórico de comorbidades e que a presentou um evento de dor abdominal aguda. Após todos os exames descartado qualquer patologia grave, verificou-se que era uma complicação gástrica. Durante o evento de dor, apresentou uma dor em pescoço e ombro esquerdos. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado alterações térmicas condizentes com o relato de dor.

Estes achados ajudam muito a responder a dor do paciente e a prover informações cabais e fidedignas aos terapeutas para as escolhas dos melhores métodos e técnicas de analgesia.

Parafraseando o mestre Eng. Attílio B. Veratti, e tomando para a saúde esta frase, temos:

“Nenhum outro método, tomado isoladamente, tem a capacidade da Termografia Infravermelha de permitir a avaliação da condição (operacional geral de uma empresa) biológica de um ser”.

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Estado inflamatório e clínica – parte 6

Uma das grandes limitações terapêuticas é entender o processo inflamatório em tempo real. Isso limita muito a terapêutica, principalmente quando estamos em fase de descarga de peso e/ou liberação de cargas.

Ainda mais quando novos eventos acontecem durante uma reabilitação, ou quando o paciente vem diretamente de uma lesão sem exames de imagem.

Como no caso da sequência de termogramas abaixo de paciente do sexo masculino, 71 anos, sem comorbidades e que apresentou dor em pé após uma leve entorse de hálux (dedão do pé). Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado alterações térmicas condizentes com o relato de dor.

Ter estas informações em tempo real faz toda a diferença para a correta escolha da terapia aplicada, pois sem isso, podemos exceder a carga e piorar a lesão.

Isso porque exceder a carga é muito fácil, porém reverter este dano é muito custoso e demorado. Quanto mais acertarmos no diagnóstico, maiores são as chances do sucesso terapêutico sem intercorrências.

Dito isso, entender as limitações da profissão e escolher os melhores métodos e técnicas sessão à sessão, fazem a diferença para o sucesso da reabilitação.

Por isso, a correta avaliação do processo inflamatório esta diretamente e proporcionalmente correlacionado com o sucesso da reabilitação. Portanto, este deveria ser o maior investimento do fisioterapeuta: a avaliação e o correto diagnóstico.

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Curso de princípios básicos em laserterapia

Caro colega,

É com grande satisfação que convidamos você para participar do curso de laserterapia, que ocorrerá no dia 22/07 e 24/07 das 18h às 21h.

O curso de princípios básicos em laserterapia é uma excelente oportunidade para conhecer e entender o potencial dessa técnica terapêutica que ainda é pouco usada corretamente e, por isso, é subutilizada.

Durante o curso, você terá a chance de aprender sobre os efeitos indutores da regeneração celular pela laserterapia, seus princípios básicos, as técnicas de aplicação e as indicações clínicas para diversos tipos de condições.

O evento contará com a professora Fta. Paula Machado, especialista em laserterapia com publicações e patente na área.

Não perca a oportunidade de participar deste curso exclusivo!

Para garantir a sua vaga, por favor, realize sua inscrição através do e-mail paula@drapaulamachado.com.br até o dia 18/07/24.

Fta. Paula Machado

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 6

Uma aplicação de laser pode gerar efeitos teciduais imediatamente quando a radiação penetra no tecido, como pode ser visto na sequência de termogramas abaixo de uma aplicação de laser no tendão do supraespinhal (com ruptura parcial) direito.

É possível ver que, de uma aplicação para outra, o tecido muda radicalmente. Isso acontece porque o tecido reage instantaneamente com a aplicação da radiação laser, procurando o melhor uso para ela.

A meu ver, quanto mais eu estudo radiação laser, mais eu vejo que a teoria do “espalhamento” da radiação não está corretamente colocada. Até porque, na natureza não há desperdício, tudo se reaproveita.

Num tecido lesado e disfuncional, toda a radiação aplicada será aproveitada, porém quem decide como é o tecido. Por isso vemos a perda de absorção da radiação no local objetivado.

Dito isso, devemos entender que o tabu de 4 J não serve para nada, quando muito em lesões leves talvez uma analgesia temporária.

Assim, devemos entender e estudar como a radiação pode ser aplicada eficientemente nos tecidos, esperando este reaproveitamento da radiação, e não perda por “espalhamento”.

A radiação quando aplicada corretamente podemos sim, promover a indução à regeneração.

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