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Estado inflamatório e regeneração – parte 4

O estado inflamatório pode ser seu amigo ou seu inimigo, tudo dependerá de como você o trata. Vejam, a inflamação, se não cessada, ainda poderá te ajudar.

Veja, se temos os primeiros 3 meses de maior ascensão e platô do estado inflamatório, então logicamente estes 3 primeiros meses são o nosso maior aliado.

Vejam como é lógico, e lindo por assim dizer, do ponto zero do trauma, passando pelos estados inflamatórios até chegar a completa regeneração tecidual:

1. De 45 dias à 3 meses: ascensão e platô da inflamação;

2. 3-6 meses: inflexão e início do decrescimento da inflamação;

3. 6-12 meses: estágio de início remodelativo, quase um Turnover para troca do tecido lesado para o de origem. Ainda existe inflamação, ela não está fechada;

4. 12-24 meses: trocas constantes celulares para destruir o tecido lesado (tecidos inespecíficos que auxiliam na sustentação arquitetônica pós lesão) e depositar tecidos imaturas e completar a regeneração celular. O resultado final será a troca do tecido lesado pelo tecido de origem e o fechamento completo da inflamação,

Como dito, se você o tratar bem o tecido ele irá para a regeneração. Se não, ele irá para a reparação e ou degeneração.

#fisioterapia #inflamação #dor

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 4

A atividade física promove inúmeros efeitos benéficos imediatos e tardios no organismo. Os imediatos, são vistos durante ou imediatamente ao término do exercício.

Já os efeitos tardios são mais visíveis ao longo de um determinado, tempo de acordo com a atividade executada. Cada atividade tem um efeito resposta e esta nem sempre pode ser vista ou completamente medida, mas uma grande ferramenta não invasiva para se ver os efeitos imediatos e tardios do pós exercício é a termografia. Porém, não basta ter uma câmera na mão e ver uma imagem, deve-se entender o que se capta, seu contexto e limitações.

Imediatamente pós exercício a troca térmica promove uma linda imagem de gradientes, mas não quer dizer que o atleta tenha ou venha a ter problema ou uma disfunção. Para se usar a termografia, deve-se ter todo o contexto, ambiente e situações muito bem mapeados e controlados para não se assumir eventos equivocados.

Como visto neste termograma de um corredor: este foi tirado 1 hora depois de concluir o percurso.
Não basta ver, você tem que entender tudo que se passa para dar um correto diagnóstico. Gradientes são lindos, mas eles podem te iludir.
#fisioterapia #termografiainfravermelha

Dor e suas respostas – parte 3

Para você entender a dor do seu paciente, ouça bem como ele a relata.

A dor é modulada em, no mínimo 2 níveis, até chegar ao tálamo. Quando o impulso doloroso chega até córtex cerebral, processamos esta informação que resulta na dor consciente.

Ou seja, até o impulso da dor chegar a ser consciente, ele já foi “lida/amenizada”. Imagine se os tecidos decidissem dar a você, plena consciência da dor (100%), não sobreviríamos nem ao parto. Para conseguirmos aguentar de forma consciente, o organismo proporcionou vários níveis de reação até nos proporcionar a dor consciente.

Assim, ao questionarmos a dor consciente do paciente, devemos nos atentar ao estado/grau de inflamação que aquele tecido apresenta ao longo de um determinado tempo.

Pense sempre:
“O estado inflamatório X determinará a dor consciente do paciente e, através do relato consciente da dor, você poderá ter uma ideia de como o tecido se encontra.” (Dra. Paula Machado)

Seja minucioso na descrição da dor consciente e sempre questione a mesma ao longo do tempo. Só assim para você conseguir determinar o início da disfunção.

#dor #fisioterapia

Sherlock e simplicidade

Uma das coisas mais apaixonantes que eu encontrei em minha carreira, foi a lógica da ciência. Pois ele pega o enigma mais complexo da natureza e, primeiramente, transforma numa resposta extremamente simples que evolui para respostas mais complexas.

A beleza de pegar o que está na nossa frente com uma forma de visão e enxergar a mesma coisa com outra forma de visão completamente diferente é algo fascina a séculos os cientistas.

O que nós mais aprendemos em ciência é: faça as perguntas certas para obter as respostas certas.

No entanto, a pergunta certa muitas vezes leva anos para ser feita, mas as respostas… Estas nós mudamos tantas vezes… Inúmeras perguntas geram inúmeras respostas e as probabilidades são quase infinitas.

Uma coisa é certa: quanto mais você simplificar na pergunta e no estuda, maiores as chances de acerto. Depois do segredo descoberto, ainda falarão: nossa, mas isso era tão óbvio.

Elementar meu caro, o óbvio está na nossa frente, mas só vemos depois de ter sido explicado.

#fisioterapia #avaliação #termografia #termografiainfravermelha #ciência

Estado inflamatório e regeneração – parte 3

Agora, a inflamação será descrita segundo minha autoria© não publicada, respeitar citação: Paula Machado 2016.

Consideremos o momento “zero” sendo o trauma, então o seu desdobramento se tornará um grande processo com vários estágios.

Cada estágio determina um ou vários comportamentos celulares e químicos, que podem levar para aos 3 desfechos finais.

Os mais importantes então:

1. “Zero” ao 3-7° dia: momento onde deve-se apenas focar em efeitos anti-inflamatórios de forma precoce. Porque quanto antes iniciarmos um “auxílio” para regeneração, maiores as chances de induzirmos a mesma;

2. 7-15° dia: podemos iniciar alinhamento de fibras com alongamentos e manipulações, facilitaremos o turn-over tecidual e auxiliaremos no depósito correto celular para uma adequada arquitetura tecidual;

3. 16-45° dia: pode parecer loucura, mas não é o momento correto de se iniciar a carga terapêutica e sim depois de 45 dias. Antes, mobilizações e descarga de peso uni e bipodal de forma progressiva são muito bem vindas.

Porém existe um super segredo neste momento: o processo inflamatório ainda não chegou em sua ascensão e a carga sobre inflamação gerará reparação.

#fisioterapia #inflamação #dor

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 3

Depois de muitos estudos em laserterapia e indução à regeneração, percebi que alguns conceitos estão desatualizados.

Com os novos conhecimentos em biologia molecular trazem a luz novas formas entendimento, como:

1. Propriedades ópticas: coeficiente de reflexão, absorção e espalhamento;

Na minha experiência, na natureza, nada se perde. No caso do coeficiente de reflexão, isso não acontece no tecido vivo, tal como o espalhamento. Nunca que a célula permitiria este tipo de perda.

2. Propriedades térmicas: condutibilidade térmica e capacidade térmica do tecido;

Isso sim é um grande avanço: não pensar ou querer que o laser seja atérmico. Ele é térmico e deveríamos pensar em um certo “X” de temperatura.

3. Propriedades da radiação: comprimento de onda, da energia aplicada, densidade de energia e de potência;

Confirmo que Einstein estava muito certo, existe muito mais entre o átomo e célula.

4. Tempo de exposição da luz; Importante, o tecido é tempo-dependente.

Devemos atentar para 3 fatores importantes: fase do estado inflamatório, a potência irradiada e o tempo de exposição.

Mostrarei nos próximos posts.

#laser #laserterapia #fisioterapia

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 3

Uma das maiores limitações na fisioterapia é saber o que acontece no tecido durante a reabilitação, principalmente durante a liberação de carga. Iniciar a carga terapêutica as “cegas” é algo extremamente desconfortável e ruim para o fisioterapeuta.

Isso porque o risco de colocar a carga no momento errado ou exceder o momento de evolução da carga é grande, quase inevitável.

Agora, ter o poder de enxergar em tempo real os efeitos fisiológicos da liberação e evolução da carga terapêutica, é a arma mais poderosa que o fisioterapeuta poderia ter.

Como neste vídeo em que um paciente está evoluindo gradualmente a carga terapêutica. O gradiente mostra as ações fisiológicas durante a liberação da carga sem sobrecarregar o tecido.

Somente assim, quando é liberada de forma segura, o risco de sobrecarga durante a reabilitação é praticamente nulo. Nada como “ver” o que você faz.

Esta insegurança será coisa do passado e o fisioterapeuta poderá liberar a carga sem medo, inclusive registrando o avanço de cada etapa da reabilitação.

“Elementar meu caro colega fisioterapeuta, com a Termofuncional, eu vejo tudo.” (Dra. Paula Machado)

Fisioterapeuta, forme-se com quem é formado no método.

#fisioterapia #termografiainfravermelha

Dor e suas respostas – parte 2

A dor é uma resposta do SNC à uma sensação ou experiência emocional desagradável associada à uma lesão tecidual (real ou até potencial), proporcional à esta.

Quando temos um certo grau de lesão tecidual (alteração da arquitetura tecidual), esta leva a uma sobrecarga dos tecidos circunvizinhos. Uma vez que um tecido perde a função, outros terão que executá-la, gerando um ciclo vicioso de sobrecarga sobre sobrecarga.

A única forma de não permitirmos que isso se torne um problema vicioso é, primeiramente, tirando a dor consciente do paciente e, em seguida, tratar a dor inconsciente. Como visto:
1. Dor consciente: dor sintomático, consciente;
2. Dor inconsciente: dor assintomática, sem consciência do paciente, mas que o corpo “fala” (alterações de biomecânica e postura).

Ou seja, a reabilitação não deve apenas focar em no resultado assintomático, mas sim tratar a biomecânica e postura. Pois, sem tratarmos a causa, o paciente passará do assintomático para o sintomático novamente num loop vicioso e nunca poderemos pensar em alta.

“Alta” é uma palavra complexa que demanda correção biomecânica e postural e não simplesmente colocar o paciente na fase assintomática.

#postura #dor #fisioterapia

Sherlock e suas pistas

Para se ter grande êxito na área de biociências, é necessário uma grande habilidade de raciocínio usando-se do método científico e a lógica dedutiva.

Isso porque, existem infinidades de possibilidades fisiopatológicas que podem acontecer num organismo vivo, dificultando um diagnóstico assertivo.

Porém, quando nós temos um raciocínio lógico e dedutivo, usamos com exímia precisão as armas avaliativas que temos nas mãos.

Esta imagem, das mãos apoiadas na mesa, aparenta uma diferença entra mão direita e esquerda, correto? O que poderia ser? Uma diferença vascular, neurológica, cirúrgica? Como saber?

Simples meu caro termografista, faça as perguntas certas para as respostas certas. Como eram as condições antes desta imagem? Simples, mão esquerda segurei uma xícara quente de café e a direita um copo de água gelada.

Às vezes, nós temos as soluções mais simples a nossa frente, mas preferimos complicá-las. Tendemos sempre a buscar grandes e mirabolantes soluções, sendo que apenas uma simples pergunta pode lhe conceder uma simples resposta, resolvendo um complexo problema que está no nosso imaginário.

Elementar meu caro, tudo depende da sua metodologia científica e lógica dedutiva.

#fisioterapia #avaliação #dor

Estado inflamatório e regeneração – parte 2

Você sabe o que é de fato o que é o estado inflamatório?

Por que estado? Porque ele é composto por várias fases e nós só conseguimos ver, através de exames, em que determinado momento ele está: o estado que o tecido se encontra.

Veja, nós não “vemos” os efeitos químicos em cascata da inflamação, mas vemos o “estado” do dano tecidual. Este é um reflexo da cascata inflamatória e seus reativos teciduais.

Como procuramos a disfunção para achar um meio de entregar novamente a função, vamos procurar sempre o estado inflamatório e em que fase ele se encontra. Assim, buscamos reverter este estado.

As fases mais importantes do estado inflamatório estão contempladas nos primeiros 45 dias, fase aguda. Após um dano, nós ainda levaremos 45 dias para chegar ao ápice inflamatório, permanecendo num platô até os 3° mês pós trauma, e só depois disso começa a cair.

Ou seja, colocar carga na reação aguda ainda crescente, é induzir a reparação. Nós devemos almejar e ajudar a regeneração e não facilitar a reparação. Se esta fase passou, seja por tempo ou efeito reparativo, temos que ter outro foco.

O estado inflamatório terá 3 desfechos: regeneração, reparação ou degeneração.

#fisioterapia #inflamação #dor