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Estado inflamatório e regeneração – parte 6

Agora vamos falar de como podemos manipular o estado inflamatório para indução a regeneração celular, ponto esse que deveria ser o objetivo do fisioterapeuta desde sempre.

Então, se nos primeiros dias nós teremos inevitavelmente o momento mais importante para a regeneração celular, então é nesse momento que devemos forcar.

Então, quando um paciente chega em seu consultório para tratar um trauma, imediatamente devemos pensar em terapias regenerativas para a primeira fase: alongamentos, manipulações e laserterapia.

Somente após os primeiros 14-30 dias devemos pensar em carga.
Logicamente, que tudo depende do grau e da extensão do trauma e suas consequências no tecido, pois se foi um trauma leve, obviamente podemos diminuir este tempo.

E como podemos graduar a intensidade do trauma de maneira precisa para acertarmos o tempo de carga? Isso não é ensinado de maneira adequada na graduação.

Este, meu caro colega, é o segredo do profissional que visa a indução a regeneração celular e ensinarei isso nos próximos posts.

#fisioterapia #inflamação #dor

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 6

Você sabe o que é uma reação fotoquímica?
Fotoquímica é uma reação em que ocorre a absorção de luz e uma molécula ganha a energia de ativação necessária para iniciar transformações. Em suma, a luz é o mecanismo que fornece a energia de ativação e é conhecido como estado excitado.
Reações fotoquímicas envolvem a reorganização eletrônica iniciada pela radiação eletromagnética e são em muitas ordens de magnitude mais rápidas que as reações térmicas.
Neste, o efeito promove uma reação química após a absorção da luz por agentes fotossensibilizantes (endógenos ou exógenos), sendo o princípio básico da terapia fotodinâmica.
E o conhecimento deste, caro colega, fará você se apaixonar pela laserterapia e nunca mais usar outra técnica da eletrotermofototerapia.
Entraremos em maiores detalhes sobre a absorção de luz e seus efeitos básicos nos próximos post.
#laser #laserterapia #fisioterapia

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 6

Por mais de 60 anos a fisioterapia usa dispositivos de luz para exercerem efeitos terapêuticos e os mais comuns são os LED’s e laser’s.

Resumidamente, tanto o laser como o LED são classificados como radiação eletromagnética e, dentro do ponto de vista da mecânica quântica, podem ser entendidas, ainda, como o deslocamento de pequenas partículas, os fótons = luz.

Porém, a formação de ambos é completamente diferente: os laser’s possuem uma luz coerente (não divergente), monocromático (uma cor), colimado (uma direção) e os LED’s não são coerentes, são de várias cores e não são colimados (divergente).

Por estas razões o LED tem muita dispersão de luz fazendo-se necessário o aumento da potência, já o laser não. Muitos fisioterapeutas não sabem diferenciar um do outro, usando-os de maneira menos eficiente.

Para mostrar como são diferentes, a ilustração abaixo mostra o gradiente de um em relação ao outro. Notoriamente podemos ver a diferença entre ambos e o gradiente do fóton emitido.

Elementar caro fisioterapeuta, pode parecer óbvio, mas ver com olhos do infravermelho é possível entender tudo.

#fisioterapia #termografiainfravermelha

Dor e suas respostas – parte 5

Na fisioterapia, usamos muito o relato consciente da dor para “calibrarmos” a carga terapêutica, porém devemos entender muito bem com ela é produzida e sinalizada para não nos basearmos em algo subjetivo. Pois a dor consciente depende de muitos fatores que não são medidos.

Já é sabido que a dor é mais que uma resposta de integração central de impulsos dos nervos periféricos (potenciais de ação nos axônios locais), ela é experiência sensorial e emocional desagradável dependente de vários fatores e mecanismos biológicos, além de experiências prévias individuais.

No aspecto biológico, temos basicamente duas categorias: dor nociceptiva e neuropática. Falaremos primeiro da dor nociceptiva.

Nela, há três tipos de estímulos que podem levar à geração de dor:

1. Variações mecânicas ou térmicas que ativam diretamente as terminações nervosas ou receptores;

2. Fatores químicos libertados na área da terminação nervosas;

3. Fatores libertados pelas células inflamatórias como a bradicinina, a serotonina, a histamina e as enzimas proteolíticas.

Vamos falar de cada uma delas separadamente e como identifica-las para seu melhor uso clínico nos posts seguintes.

#dor #fisioterapia

Sherlock e compreensão

Reservar um tempo, dentro da avaliação, para analisarmos adequadamente os dados coletados é a maneira mais assertiva de chegar a um diagnóstico correto.
Uma avaliação sem pré ponderação é quase um achismo, um convite para o erro. Por mais que algumas coisas possam estar na nossa cara e nós vemos, podemos não os compreender.
Um grande acerto é não confiar apenas no que você colhe de informações faladas (relato do paciente) e apenas em um exame visual e físico.
SEM certificar-se de ter fatos e provas para corroborar os seus achados, o erro torna-se inerente. Peça sempre um exame de imagem, qualquer exame de imagem, pois ele poderá te guiar para um diagnóstico assertivo.
Relato sem fatos é achismo e você pode facilmente se equivocar. Como nesta imagem linda de uma irradiação lombar, corroborando com o relato do paciente de irradiação em seus membros inferiores e não na lombar.
Elementar meu caro, nem tudo que você vê você consegue entender, atenha-se aos fatos e junte o relato para a melhor compreensão dos eventos.
#fisioterapia #avaliação #termografia #termografiainfravermelha #ciência

Estado inflamatório e regeneração – parte 5

Agora vamos tratar o estado inflamatório pode ser nosso amigo. Se tivermos o privilégio de começar o tratamento nos primeiros dias de pós trauma, será o sonho de indução à regeneração. Infelizmente, essa não é a grande realidade.

A grande maioria chega depois de 20-30 dias pós trauma. Neste momento, o estado inflamatório já pode ter iniciado um processo de reparação. Isso faz com que a indução a regeneração seja mais difícil, demorada e menos eficiente.

Isso acontece porque podem ocorrer inúmeros efeitos durante o estado inflamatório que acabam por levar este a reparação, o que na realidade é muito fácil. Portanto, quanto antes iniciarmos a indução à regeneração, maiores as chances de levarmos a lesão para um processo regenerativo.

Os grandes vilões da regeneração, são:

1. Até o 7° dia: onde ocorre o controle hemorrágico e inflamatório;

2. Até o 14° dia: onde existem marcadores pró regenerativos e de reestruturação da matrix extra celular;

3. Até o 45° dia: onde ainda conseguimos induzir a um processo regenerativo.

Ou seja, quanto antes iniciarmos a indução à regeneração, maiores as chances de produzirmos um processo regenerativo.

#fisioterapia #inflamação #dor

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 5

Efeitos luz-tecido para indução à regeneração celular: fotobioindução.

Para que haja efeito clínico (reação fotoquímica – primeira lei de fotobiologia de Grotthus-Draper – falaremos depois) é necessário que a luz seja absorvida pelo tecido, pois temos perdas através de vários fatores.

Um conceito muito antigo é que a energia absorvida é conhecida como densidade de energia ou fluência e esta causa o efeito fotoquímico na célula. Porém, conceitos novos afirmam que a coisa mais importante é a relação exponencial entre a fração de radiação absorvida por uma substância e a concentração da substância.

Ou seja:
“A absorção da luz do laser NÃO é apenas dependente da quantidade de cromóforo presente no tecido e da correspondência entre o comprimento de onda utilizado e as características de absorção daquele cromóforo, nem apenas por agentes fotossensibilizantes. É muito mais do que isso”

Todo o tecido, a matrix extra celular e seus substratos, também reagem a radiação laser, inclusive este efeito é tão importante quanto a absorção pelos cromóforos. Assim, a concentração de substâncias na matrix celular e extra celular são as coisas mais importantes num efeito de fotobioindução, foque nisso.

#laser #laserterapia #fisioterapia

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 5

Você sabe o que é um gradiente térmico e o que ele representa?

Um gradiente térmico é uma mudança gradual e contínua de temperatura em função da posição (ou da distância) a partir da fonte ou sorvedouro de calor.

Os gradientes de temperatura são utilizados para descrever a direção e a taxa de variação de temperatura em uma área em particular. Ao final, os gradientes térmicos mostram a direção e sentido do fluxo de calor.

Na fisioterapia, isso é importante para entendermos o sentido da sobrecarga, pois é mostrado o vetor de força sobre o tecido. Isso diz para o fisioterapeuta como as cargas se comportam na reabilitação em geral e se comportam os diversos vetores nas alterações postural.

A Termofuncional criou a primeira Avaliação Funcional e Postural Térmica para a correta compreensão destes gradientes e o que eles significam no todo, tal como usá-los para uma maior eficácia terapêutica.

Não basta ter uma câmera termográfica, você tem que entender toda a ciência por trás desta tecnologia e a correta forma de usá-la na sua profissão. Gradientes são lindos, como neste termograma abaixo que mostra um vetor na tíbia. Porém, se você não os compreender, eles podem te iludir.

#fisioterapia #termografiainfravermelha

Dor e suas respostas – parte 4

Um grande problema na clínica é o fato de objetivar toda a reabilitação na retirada da dor. Como visto nos posts anteriores, o relato consciente da dor não descreve totalmente o que ocorre no tecido e você poderá subestimar o estado inflamatório.

Dito isso, devemos nos ater as outras formas de verificar os efeitos inconscientes da dor, como pode ser visto nas alterações biomecânicas e posturais. Ponto esse importantíssimo e somente deve-se pensar em carga e alta depois de verificarmos o estado inflamatório e suas repercussões, nunca sem isso. Exatamente por isso que temos recidivas de dor em pacientes que tiveram início da carga ou alta de forma imprudentemente antecipada.

Antes de incrementar a carga e ou alta, reavalie a capacidade tecidual, a biomecânica e a postura. Lembre-se: o relato consciente da dor deve ser perguntado em todas as sessões, no começo e no final. No começo, você saberá se os efeitos da analgesia estão funcionando e depois se a carga terapêutica está adequada aquele estado inflamatório.

O relato consciente da dor apenas irá guiar você na fase álgica, portanto cuidado, nunca reabilite no “escuro”, pois a possibilidade de errar é infinita. Entraremos neste mérito nos próximos posts.

#dor #fisioterapia

Sherlock e visão

Uma avalição muito bem feita pode lhe dar 70%, ou mais, dos resultados terapêuticos. Porém, quando você não tem informações suficientes para fechar um diagnóstico ou até uma hipótese, inevitavelmente sua terapia será pobre.

Também se você tiver todas as ferramentas na mão, mas sem conhecimento suficiente para usar todo seu potencial, sua avaliação também será comprometida.

Ver nem sempre é entender. Um grande desafio no meu meio é ver que o uso da termografia está muito aquém do que deveria ser. O fato de ser ter uma “imagem” colorida na tela dá uma falsa sensação de entendimento e passamos a “assumir” coisas.

Nem tudo é tão simples assim. Cada cor reflete um dado numa grande imagem captada e ela pode ser expressa numa determinada cor. Você tem que saber o que aquela escala de cores representa na imagem.

Isso vai proporcionar uma maior propriedade para se observar os achados e chegar, ou não, a uma determinada conclusão.

Elementar meu caro, você poder ver, mas não está de fato entendendo, você está adivinhando.

#fisioterapia #avaliação #termografia #termografiainfravermelha #ciência