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Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 7

Muitos profissionais da saúde não sabem fazer uso de informações térmicas quando usam o Método de Termografia Infravermelha, baseando-se unicamente na temperatura apresentada em termogramas.

Isso é uma falta completa de conhecimento do método, até porque, a termografia não mede temperaturas, mas a radiação naturalmente emitida pelos corpos em função de sua temperatura. Quando se tem a completa formação do método é que se pode usar o conhecimento deste em sua totalidade.

A forma mais fácil de explicar estas diferenças de conhecimento são os casos mais comuns da clínica, que é a ausência áreas com altas temperaturas.

Dito isso, o que o profissional faz quando não há uma temperatura discrepante no termograma? Ele não sabe o que fazer com esta informação.

Como no caso da sequência de termogramas abaixo de um paciente do sexo masculino, 56 anos, sem comorbidades e que apresentou dor na região lateral de face após 4ª da extração do siso direito. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado gradientes condizentes com a região manipulada.

Não houve qualquer temperatura discrepante no termograma, mas sim um gradiente que corroborou a história de procedimento cirúrgico do paciente e seu relato de dor.

Assim, nosso grande aliado na termografia não é a temperatura em si, mas sim o seu gradiente, pois pouquíssimos casos serão apresentados com aumento de temperatura. Isto posto, ter o pleno conhecimento do método e suas interpretações são a chave para perceber a forma e as nuances dos gradientes.

“A forma é um vetor de forças”.

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Dor e analgesia – parte 7

Durante a reabilitação, é muito comum o paciente gerar compensações para a manter/suportar a lesão e isso acaba por gerar mais sobrecargas e novas dores, ou até novas lesões. Isso sem mencionar lesões anteriores e que estavam ocultas (nunca se manifestaram) ou “hibernadas” (lesões crônicas que ciclam entre melhora e piora).

Dito isso, é muito importante avaliar constantemente as compensações do paciente e, principalmente, os relatos de dor consciente do paciente, pois estes nos dizem exatamente onde o paciente apresenta compensações que agravam com o aparecimento de lesões.

Assim, quando o paciente chega a sessão e relata uma dor não relacionada a lesão (que estava sendo tratada) é importantíssimo que o fisioterapeuta avalie esta dor, pois esta dor pode ser uma compensação oculta da lesão ou sobrecarga decorrente desta.

Como no termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 69 anos, com histórico de queda sobre a mão esquerda (±4 semanas) e que apresentou dor aguda em ombro direito. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado alteração térmica condizente com o relato de dor da paciente.

Foi possível associar a dor relata da paciente com a sobrecarga do ombro direito por conta do trauma em mão esquerda. Isso fez com que fosse implementado no programa terapêutico o tratamento do ombro direito, sobrecarregado pela disfunção da mão esquerda.

Este exemplo é um clássico da clínica em reabilitação e devemos esta constantemente atentos aos relatos de dor dos pacientes, pois sem não dermos a devida atenção ao relato de dor consciente do paciente, podemos ignorar sobrecargas que podem ser tratadas precocemente e sua terapia perderá eficácia. Portanto, inclua esta visão em sua terapia.

Parafraseando Aristóteles: “Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência então não é um modo de agir, mas um hábito.”

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Estado inflamatório e clínica – parte 6

A grande sacada da regeneração em processos inflamatórios é saber ouvir muito bem o relato da história de dor do paciente, tal como forma e intensidade da dor, movimento, quando começou, que momento piorou etc.

O relato sempre apresenta grandes pistas sobre a intensidade e o grau da inflamação e em que processo o paciente está caminhando: regenerativo, reparativo ou degenerativo.

Assim, se você souber guiar a avalição para as perguntas certas, você obterá o início e o caminho que esta inflamação está seguindo. Acertar este caminho torna a reabilitação muito mais precisa e mais segura.

Como no caso do termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 38 anos, sem comorbidades e com relato de dor em dorso de punho esquerdo chegando a ser limitante. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado alterações térmicas condizentes com o relato de dor da paciente.

No programa terapêutico foi incluído técnicas regenerativas como o alongamento, manipulação e a laserterapia. Neste programa, à medida que a dor foi diminuindo e, consequentemente a inflamação, a implementação de cargas puderam ser iniciadas com segurança.

Em casos assim, com dor limitante, a inflamação nos diz que cargas podem ser perigosas neste momento. Isso porque o mecanismo mais eficiente do organismo para nos mostrar que a intensidade da inflamação esta associada com o grau de comprometimento tecidual é a dor intensa e limitante. Em casos leves, podemos iniciar a carga precocemente.

O grande segredo da regeneração é ouvirmos os sinais e sintomas que o paciente nos relata. Até porque, fisio (movimento) e terapia (aplicação) também pode ser interpretada como um simples bom ouvinte da célula.

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Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 6

Os efeitos da radiação laser já são muito bem conhecidos, principalmente em nível celular.

Em nível celular, a radiação laser pode aumentar a atividade metabólica das células, promovendo a produção de adenosina trifosfato (ATP), que é a principal molécula de energia celular. Esse aumento na produção de ATP fornece energia adicional para as células envolvidas no processo de regeneração, biomodulando a proliferação celular.

Agora, os efeitos sobre a regeneração celular estão associados a modulação da expressão de genes relacionados a este, promovendo a síntese de proteínas e fatores de crescimento que são essenciais para a regeneração de tecidos. Esses fatores de crescimento podem estimular a migração de células-tronco, a formação de novos vasos sanguíneos e a remodelação do tecido danificado.

Além disso, a radiação laser também estimula a produção de colágeno, uma proteína essencial para a regeneração e a cicatrização de tecidos. O aumento da síntese de colágeno contribui para a reconstrução adequada da matriz extracelular (arcabouço base da arquitetura celular), resultando em uma regeneração mais eficiente dos tecidos.

É importante ressaltar que os efeitos da radiação laser na regeneração celular podem variar dependendo dos parâmetros utilizados, como comprimento de onda, dose de energia e tempo de exposição. Esses parâmetros devem ser ajustados de acordo com o tipo de tecido a ser tratado e a condição clínica específica.

Portanto, para atingir resultados regenerativos com a aplicação da radiação laser, deve-se conhecer profundamente toda a ciência da radiação infravermelha e todo o processo de regeneração celular para, por fim, saber aplicar a laserterapia com resultados regenerativos.

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Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 6

Ter o conhecimento do Método de Termografia Infravermelha e da Técnica Termofuncional permite ao termografista certificado o pleno uso das paletas de cores na hora de processar os termogramas.

Dito isso, para quem desconhece o potencial de uso das paletas de cores, devemos lembrar que a termografia não mede temperaturas, mas intensidade da radiação captada pela câmera. As variações de intensidade de radiação, denominadas gradientes, podem ser salientadas através do uso correto de paletas com maior ou menor contraste de cores.

Como na sequência de termogramas abaixo de uma demonstração de aula. Podemos ver que as diferentes paletas mostram diferentes gradientes.

Qual seria o melhor? Não existe uma paleta única que saliente todas as alterações térmicas e muito menos todos os gradientes. Cada paleta de cores tem uma função e apenas o termografista certificado possui o conhecimento do método para saber selecionar a mais adequada.

Aqueles que não possuem o correto conhecimento do método e da técnica ficam presos a apenas uma única paleta de cores facilitando erros primários. Nem ao menos possuem conhecimento das diferenças de interpretação entre termogramas formatados em Histograma Equalizado e Temperatura Linear.

É importante também salientar a pobreza de opções nas paletas disponibilizadas pelos fabricantes dos sistemas infravermelhos. A maioria dos fabricantes não permite a introdução de paletas próprias e aqueles que permitem cobram por isso, sem repassar aos autores seus direitos.

Portanto, a escolha da melhor paleta de cores para uma determinada análise térmica passa por uma correta formação e um profundo conhecimento do método e da técnica utilizada.

Parafraseando Aristóteles: “O erro acontece de vários modos, enquanto ser correto é possível apenas de um modo.”

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Dor e analgesia – parte 6

Tratar a dor é de fato a grande chave do sucesso na reabilitação para implementarmos a carga, promovendo a volta completa da funcionalidade ao paciente.

Sem promovermos a analgesia a fase de carga não pode ser iniciada e, por consequência, a disfunção domina a reabilitação. Assim, conseguirmos alcançar a analgesia de forma rápida é o segredo do sucesso na reabilitação. Já conseguirmos permanecer com a assintomatologia após o incremento de carga é a grande diferença entre a completa funcionalidade e o insucesso, ou seja, a volta da dor.

Como no exemplo do termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 52 anos, sem comorbidade e com relato de dor em região lombar. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado alterações térmicas condizentes com a irradiação de L5-S1. Isto posto, todo o tratamento foi elaborado para a diminuição da compressão nervosa e analgesia.

Isso permitiu progredir gradualmente com a carga a ponte de não exceder a capacidade de regeneração do tecido, não voltando a dor. Com isso, o avanço da reabilitação tona-se possível e a funcionalidade ser completa.

As pequenas oscilações entre dor e assintomatologia podem ser monitoradas, controladas e superadas a ponto do paciente pode retornar a sua rotina no dia a dia e até a volta da atividade física.

Parafraseando Aristóteles: “O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra.”

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Estado inflamatório e regeneração – parte 5

Na fisioterapia, a liberação de carga refere-se à estratégia de remover a carga ou o peso sobre a área afetada durante o processo de reabilitação e aplicá-la gradualmente somente quando o tecido estiver apto. Isso é feito para permitir que o tecido lesionado se recupere adequadamente sem sobrecarregar ou lesar novamente a área.

Isso porque a liberação de carga é uma abordagem que busca equilibrar a necessidade de imobilizar e proteger a área lesada com a necessidade de promover a recuperação funcional e a restauração da força e mobilidade. O objetivo é permitir que o processo de cicatrização ocorra sem comprometer a integridade dos tecidos e, ao mesmo tempo, evitar a perda excessiva de massa muscular, diminuição da densidade óssea e rigidez articular.

A estratégia de liberação de carga pode variar dependendo do tipo e da gravidade e intensidade da inflamação. Em alguns casos, pode ser necessário o repouso absoluto inicial e a aplicação de modalidades terapêuticas, como gelo, compressão e elevação (conhecidas como RICE, do inglês “rest, ice, compression, elevation”). À medida que a cicatrização progride e a dor diminui, a carga pode ser gradualmente reintroduzida por meio de exercícios terapêuticos e atividades específicas.

O cuidado entre a liberação e a aplicação da carga e a regeneração é o segredo para a completa regeneração celular e a volta a funcionalidade. O profundo conhecimento das várias fases do estado inflamatório e das diversas técnicas de aplicação de cargas é o que separa dos melhores resultados para a ausência de resultados.

Neste racional, a sabedoria está sempre no equilíbrio da liberação da carga. Parafraseando Aristóteles: “A dúvida é o princípio da sabedoria.”

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Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 5

Você sabe qual o potencial da laserterapia na indução da regeneração celular?

Conhecer todo o potencial que a laserterapia pode exercer no processo de regeneração é o segredo entre o resultado (completa regeneração) e a ausência de resultado (analgesia) no uso da laserterapia. Demanda muito conhecimento da fisiopatologia, estágios do estado inflamatório e profundo conhecimento da aplicação da radiação laser para alcançarmos a regeneração com a aplicação da laserterapia. Por isso, vamos entrar um pouco no potencial da regeneração através da laserterapia.

A regeneração celular envolve a substituição de células lesadas por células novas e funcionais, inclusive a própria remodelação tecidual ocorre como parte do processo de regeneração celular, substituindo gradualmente o tecido cicatricial por tecido originário.

A radiação laser, quando aplicada corretamente, pode ter efeitos indutores da regeneração celular. A interação do laser com os tecidos vivos ocorre por meio de diversos mecanismos biofísicos e bioquímicos, que podem estimular o processo de regeneração celular em nível celular e molecular. Ela induz a proliferação celular, a síntese de fatores de crescimento, a angiogênese e outros mecanismos que facilitam a regeneração adequada do tecido.

Por consequência, ela também pode exercer efeitos anti-inflamatórios, reduzindo a liberação de substâncias inflamatórias e promovendo a modulação do sistema imunológico. Isso ajuda a diminuir a resposta inflamatória excessiva, facilitando um ambiente propício para a regeneração celular.

Assim, além da radiação laser remodelar diretamente o tecido, ela também desempenha um papel determinante na indução da regeneração celular e na criação de condições favoráveis para que o tecido lesado seja substituído por tecido originário.

Para aqueles que se interessam pelo assunto, segue um artigo que participei como co-autora sobre laser e regeneração celular.

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Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 5

No universo do Método de Termografia Infravermelha o gradiente (análise qualitativa) torna-se a chave para a interpretação e o entendimento dos relatos de dores e disfunções dos pacientes, muito mais do que a temperatura (análise quantitativa) em si.

Assim, quanto temos o profundo conhecimento deste método e suas técnicas derivadas, passamos a entender e usar muito mais o gradiente do que a temperatura. Até porque, como ainda não temos parâmetros fidedignos de graus risco (escalas de temperatura) de disfunções, estes ainda não podem ser usados como forma exclusiva de risco. Além disso, existem outros sinais e sintomas que já demonstram a gravidade da disfunção sem termos a apresentação de grandes alterações de temperatura.

Como visto no termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 50 anos, sem comorbidades, praticante de atividade física, sem exames prévios de imagens e com relato de dor associado a limitação de movimento da região lombar. Foi realizado uma Análise Termofuncional onde não foram detectados riscos térmicos. Porém, através do gradiente, foi detectado alterações térmicas condizentes com irradiação em forma de “Asa de morcego” ©.

Este gradiente facilitou muito o entendimento da causa de dor, inclusive a progressão desta, se não tratada. Isso facilitou muito na hora de explicar a paciente como a progressão da disfunção poderia acontecer e como a reabilitação poderia diminuir esta.

Quando temos um gradiente que descreve a forma da disfunção, fica mais fácil interpretar e associar os achados clínicos com os sintomas do paciente. Entretanto, não ter o conhecimento profundo dos métodos e técnicas pode levá-lo facilmente ao erro, pois a imperícia promove o viés de “crença” e esta ameaça a validade da interpretação.

Dito isso, e como comentado em posts anteriores, somente com o profundo conhecimento de cada método e técnica utilizados para saber como analisar e interpretar corretamente o gradiente, pois “a forma é um vetor de forças”.

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