Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 2
Laserterapia não é sair aplicando 4 J/cm² e esperar um milagre e esse reducionismo é o que mais descredibiliza uma das técnicas com maior potencial regenerativo da fisioterapia.
A laserterapia é biofísica aplicada à clínica e exige domínio de comprimento de onda, potência real, densidade de energia, tempo, tecido-alvo, fase inflamatória, profundidade e resposta biológica esperada. Sem isso, não há regeneração, há apenas emissão de luz.
Radiação terapêutica só funciona quando o profissional entende como a luz interage com a célula, como ativa vias metabólicas, modula inflamação e estimula reparo tecidual. Isso porque um protocolo genérico não induz regeneração. Conhecimento, sim.
Em um caso clínico de entorse de ombro, a correta aplicação da laserterapia permitiu induzir processos regenerativos, respeitando a biologia do tecido e o tempo de resposta celular. Não se promete regenerar, mas promete-se induzir e quem define o quanto regenera é o organismo, não o terapeuta.
A regeneração é multifatorial e depende diretamente da adesão do paciente. Sem repouso, controle de carga e seguimento terapêutico, o laser não compensa erro mecânico nem sobrecarga funcional.
Laserterapia é uma via de mão dupla: técnica + conduta clínica.
Quando bem aplicada, transforma prognóstico. Quando banalizada, vira placebo luminoso.
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