A Clínica
Av. Lavandisca, 741 - Cj. 102 - Moema
Agende sua consulta
(11) 99425-8489
Horário
Segunda a Sábado: 08:00 - 20:00

Sobre gradientes e análise termográfica – parte 12

E para encerrar o ano com este tema, uma brincadeira simples para vermos os diversos gradientes e como avaliá-los.

Nos 2 termogramas abaixo, vemos uma cafeteira preparando uma xícara de café. As imagens são as mesmas, porém foram trabalhadas de formas diferentes, com parâmetros e funções de um processador de imagens térmicas simples. Em uma imagem podemos ver claramente a volume de líquido na xícara e na outra não, porém na outra imagem vemos uma “falha” no fio de líquido que recai sobre a xícara.

Por que isso ocorre se são a mesma imagem? Porque uma foi processada de uma forma, com nível diferentes de temperatura e paletas (entre outras coisas) e a outra de forma completamente diferente. Isso gera uma imagem específica para cada uma. Mas qual seria a melhor? Ambas, tudo depende do que se quer analisar.

O grande segredo de uma avaliação é saber o que procurar e como procurar, estabelecendo parâmetros para a correta coleta de dados e executando de forma exímia. Pois você pode ter a melhor ferramentas, a melhor das técnicas e o melhor dos equipamentos, porém se você não souber o que está procurando e como procurar você não saberá usar corretamente o que tiver em mãos.

Dito isso, como no exemplo acima, você pode ter uma câmera térmica simples de média resolução, mas ela será uma grande aliada para detectar as alterações térmicas que você procura. Porque no final das contas, a avalição começa com uma boa coleta de história da moléstia atual. O resto são testes de hipóteses.

Parafrasendo Sherlock Holmes: “Eu sou um cérebro, Watson. O resto é mero apêndice.”

#fisioterapia #avaliação #dor #termografia

Dor e suas respostas – parte 12

Na clínica, após determinar a disfunção, o maior desafio é tratar a dor. Este com certeza é o primeiro grande desafio de todo clínico, porque sem retirar a dor, não conseguimos evoluir o tratamento.

Dito isso, devemos sempre estudar todas os métodos e técnicas que podem ser usados para a analgesia para saber como e quando usá-los. Pois como a dor é complexa, necessitaremos sempre de mais de um método ou técnica para conseguir chegar na tão esperada fase assintomática.

Uma das técnicas que mais tenho resultado, de longe, para a analgesia é a laserterapia. Em muitos casos, o paciente relata um efeito analgésico quase imediatamente a aplicação da radiação laser. Isso permite aplicar técnicas de correção biomecânica e fortalecimento sem risco de agravar a disfunção.

Como dito em posts anteriores, a laserterapia promove analgesia através de vários efeitos decorrentes de princípios físicos, muito bem conhecidos. Um princípio físico que podemos ver e mensurar é o aquecimento provocado pela radiação laser. Como no vídeo em infravermelho abaixo, onde vemos uma aplicação de laserterapia e, consequentemente, seu aumento de temperatura.

Com isso, podemos determinar se um efeito deseja está acontecendo ou não, para melhor sua aplicação sessão a sessão.

Com o conhecimento e a experiência, conseguimos até prever quando e como os efeitos terapêuticos da reabilitação pode acontecer e quando a analgesia pode chegar em sua plenitude. Porque, no final, quem vai em busca de clínicos, vai quase que primeiramente e inteiramente para ter analgesia.

Dor e clínica, com certeza é o cenário que todos nós da saúde vivenciamos.

#dor #fisioterapia #termografia

Estado inflamatório e clínica – parte 11

Muitas vezes na clínica não conseguimos entender o relato de dor consciente do paciente. Isso sem falar na precisão do paciente quando perguntamos “onde dói?” e ele “aqui” num movimento circular marcando uma área de uns 10-20cm. Qual profissional clínico que não se identifica com este cenário?

E mesmo quando fazemos todos os testes clínicos, podemos não achar uma hipótese diagnóstica que seja condizente com o relato do paciente. Nestas horas, conseguir “ver” pequenos detalhes que estão em oculto e isso nos ajuda muito a explicar o relato de dor do paciente.

Como no caso do termograma abaixo de uma paciente de 51 anos, sem comorbidades e com sensação de “desconforto” em região lombar (segundo informações do paciente). Ao realizar uma Análise Termofuncional, foi possível detectar alterações térmicas em “Asa de morcego”.

Esta informação auxiliou e muito na tomada de decisão terapêutica, pois facilitou o entendimento do relato de dor consciente do paciente. Nem sempre as lesões/disfunções são respondidas facilmente, nem mesmo com exames de imagens e testes clínicos. Às vezes, uma técnica simples que tem apenas por objetivo detectar e localizar anomalias (mesmo muito discretas) podem fazer a diferença na clínica. Porém para o paciente, é a maior das soluções.

Portanto, saber o que procurar X conhecer os métodos/técnicas avaliativas podem e farão toda a diferença no correto diagnóstico clínico. Primeiro, saiba o que você está procurando para enfim saber como achar.

#fisioterapia #inflamação #dor #regeneração

Estado inflamatório e clínica – parte 10

Um grande detalhe na clínica, que não ensinam na faculdade com tamanha importância, é o planejamento terapêutico.

Uma vez que se tem um diagnóstico fechado, deve-se programar o objetivo terapêutico (macro – fases terapêuticas e sua evolução) e depois, o programa terapêutico (micro – terapias e técnicas utilizadas para cada fase). Deve-se ter em mente sempre o objetivo, pois ele guiará a reabilitação. Isso porque o programa terapêutico pode e deverá ser mudado de uma sessão à outra, dependendo da reação terapêutica do tecido.

Como no caso do termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 51 anos, menopausada sem comorbidades e praticante de atividade física que apresentou subitamente fortes dores em região lombar após treino de musculação. Ao realizar uma Análise Termofuncional, foi detectado alterações térmicas em região lombar em formato de “Asa de Morcego”©, representando os dermátomos da saída das raízes nervosas correspondentes. Foi então aventada hipótese de compressão discal, reflexo da magnitude da força de compressão correspondente (definição Termofuncional©, todos os direitos reservados).

O objetivo da sessão foi então modificado para analgesia e anti-inflamatório até a completa ausência da sintomatologia. Dito isso, o programa terapêutico foi mudado imediatamente para técnicas e terapias correspondentes.

Uma coisa que sempre ensino aos meus alunos:

“Saiba muito bem quais são os objetivos da sua reabilitação e determine quais técnicas e terapias você precisará utilizar, porque você poderá planejar tudo perfeitamente e minunciosamente no papel. Porém a natureza virá e lhe dará uma lição de humildade, porque você não a controla. E neste momento, você deverá mudar o seu programa terapêutico para o objetivo que ela determinar” (Dra. Paula Machado)

#fisioterapia #inflamação #dor #regeneração

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 10

O Método de Termografia Infravermelha é um grande aliado para aqueles que conhecem de fato a ciência por trás destes equipamentos infravermelhos.

A termografia não se limita apenas uma “corzinha” na tela de “quente” e “frio”, ela é muito além deste tabu. Ao utilizarmos este método, devemos entender que a termografia é um método inclusivo e não exclusivo. E para nós, profissionais de biociências, devemos ter cuidado com o uso deste conhecimento, pois podemos nos limitar a dizer categoricamente é “isso” ou “aquilo”.

Como no caso dos termogramas abaixo de um paciente, sexo masculino, 42 anos, sem comorbidades e praticante de musculação e que apresentou fortes dores em ombros após treino. Após testes clínicos e biomecânicos foi aventado a hipótese de sobrecarga de treino e biomecânica errada.

Ao realizar uma Análise Termofuncional foi detectado várias alterações térmicas em região de ombros e torácica, corroborando a hipótese diagnóstica. O gradiente determinou onde a intensidade da alteração se encontra, mostrando onde o paciente errou no treino. Foi então sugerido ajustar a carga e a biomecânica corrigida e que promoveram imediatamente a diminuição de suas dores.

Não foi APENAS a termografia que determinou o diagnóstico no caso citado, foi o relato consciente da dor e a história do início dela (pós treino) associado a testes clínicos e biomecânicos. A termografia foi um validador do que já se aventava.

Como dito: o MTI é um método inclusivo e não exclusivo de diagnóstico. Então, saiba usar.

Ah, o gradiente, nosso maior aliado.

#fisioterapia #avaliação #dor #termografia

Dor e suas respostas – parte 10

Para sabermos usar de maneira correta o relato consciente de dor do paciente temos que ter em mente que nem sempre a dor responde ao comprometimento da função e/ou tecidual, mas muitas vezes ajuda a entender as consequências desta disfunção.

Dito isso, devemos sempre entender que dor é um sinalizador de que algo errado está ocorrendo “naquele” lugar, porém aquele “lugar” pode ser apenas onde a função chegou ao seu limite provocando a dor. Porém, em geral, a dor mostra a consequência e não a causa.

Como fisioterapeutas, devemos sempre buscar a causa da dor, que em geral esta associada a disfunção. Assim, podemos ser assertivos quando temos este olhar e não apenas de analgesia da lesão.

Como no caso do termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 54 anos, praticante de esportes, com relato de dores em região lombar. Foi realizado um Exame Termofuncional e detectado alterações térmicas em região de lombar e torácica. Com estes achados foi realizado uma avaliação postural corroborando com os achados térmicos de comprometimento da cadeia posterior e mestra anterior.

O comprometimento das cadeias respondeu como o encurtamento da cadeia estava provocando a disfunção em região lombar e torácica. Isso facilitou muito o trabalho de reabilitação, retirando a dor devolvendo a funcionalidade ao paciente rapidamente.

Com olhar da procura da causa da dor lhe dá a visão da disfunção e está, caro colega, é a chave para o sucesso. Saiba usar as informações a seu favor, a dor é um sinalizador que pode te guiar para o caminho certo, mas também pode ser uma armadilha se você apenas focar nela.

#dor #fisioterapia #termografia

Estado inflamatório e clínica – parte 9

Vamos entender agora como é complexo determinar (fechar) um diagnóstico em determinados casos.

Muitas vezes na clínica nos deparamos com casos complexos de difícil diagnóstico, pois o nosso organismo é um sistema fechado e se temos um problema em um local, este pode e vai provocar compensações em outros locais.

Isso muitas vezes confunde os profissionais que estão avaliando, fazendo com que o paciente nunca ache de fato qual é o seu problema. Mais ainda, quando estes casos aparecem, fica muito difícil para o fisioterapeuta fechar um diagnóstico, e isso é bem comum na clínica.

Para conseguirmos finalmente chegar a um diagnóstico, é preciso entender “um pouco de tudo e de tudo um pouco”, fazendo uma metáfora ao que entendemos como sistema fechado.

Como no caso do termograma abaixo de um paciente, sexo masculino, 67 anos com histórico de dor em cervical há mais de 2 anos. Após avaliação funcional, não foi possível chegar a um diagnóstico fechado até chegarmos a realizar uma Análise Termofuncional© que foi possível detectar alterações térmicas em ambos os ombros e em cervical. Isso possibilitou aventar a hipótese de lesões específicas de ombro com uma compensação em cervical, provocando as dores nesta região.

Somente após uma análise completa do sistema fechado, ou a mais completa possível, é possível aventarmos hipóteses e estas serem verdadeiras. Na clínica, para um sistema complexo e fechado, muitas análises devem ser feitas para entendermos sua influência no todo.

Estes detalhes que ficaram em oculto podem ser a chave para o sucesso da reabilitação. Então caro colega fisioterapeuta, atente-se aos pequenos detalhes, eles poderão responder muitas de suas perguntas.

Parafraseando Sherlock Holmes: “Os pequenos detalhes são sempre os mais importantes”.

#fisioterapia #inflamação #dor #regeneração

Conhecimentos básicos em Laserterapia 9

Vamos agora praticar o conhecimento que tivemos até aqui e você, caro colega fisioterapeuta, poderá ver na prática os efeitos da radiação.

Com uma brincaria simples de consultório você pode verificar que as diferenças de temperaturas são gritantes para um programa na máxima capacidade de seu equipamento (imagem 1) versus mínima capacidade de seu equipamento (imagem 2). Tenha um medidor de temperatura simples de ambiente (precisão de 0.1 °C e que sua faixa de medição está entre -50ºC à 110 °C, com um ambiente de trabalho entre -40 °C à 65°C), com seu sensor fixado no acrílico e pintado de esmalte preto (para sua máxima absorção), como visto nas imagens.

E para entendermos como a intensidade da radiação laser esta diretamente relacionada a sua temperatura, comparemos está com a fórmula proposta por Planck. A fórmula proposta por Planck (imagem 3) expressou corretamente como a intensidade da emissão espectral da radiação eletromagnética é distribuída ao longo do espectro, podemos entender que a intensidade da radiação está diretamente correlacionada e ligada à sua temperatura. Isto porque esta lei adequa-se extraordinariamente bem todos a todos os comprimentos de ondas e é usado em várias outras teorias, pois ele descreveu o comportamento corpuscular e ondulatório.

Dito isso, quando nos deparamos com o aumento de temperatura numa aplicação da radiação laser, mesmo com programas ajustados para o aumento mínimo da temperatura (dito atérmico), podemos ver na prática que ambas as aplicações produzem aquecimento. Isto posto, nunca podemos afirmar que um laser é atérmico e que devemos buscar este efeito.

Desta forma, dependendo do efeito fisiológico que queremos induzir, a temperatura pode ser um marcador para a indução de altas “doses” de laser. Portanto, caro colega, conheça muito bem seu equipamento e os efeitos fisiológicos que você quer induzir ao tecido, pois somente assim você saberá utilizá-lo em sua máxima capacidade com efeitos satisfatórios.

#termografi #laserterapia #fisioterapia

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 9

Uma grande vantagem do Método de Termografia Infravermelha é você ver o que estava em oculto, principalmente quando analisamos disfunções.

Quando analisamos as causas das disfunções e estas estão ligadas a posturas, fica mais difícil ainda e associar estes achados com a dor do paciente. Isso porque na maioria das vezes os pacientes não associam erro postural com dores, aumento o ciclo vicioso de má postura e dor.

Dito isso, quando avaliamos as posturas não conseguimos tão facilmente e simplesmente associar estes achados com as dores relatadas do paciente. Uma forma de respondermos didaticamente como a dor do paciente está associada à sua má postura é a com o uso da termografia.

Como suas imagens são didáticas, principalmente quando explicamos ao paciente, fica fácil mostrar como a má postura esta responde as suas dores (seus locais de dores). Assim, quando o paciente tem ciência do causador do seu problema, fica mais fácil ele aderir ao programa terapêutico e colaborar com a reabilitação.

Mais ainda, o paciente torna-se um aliado à sua própria terapia, pois ele tenta corrigir sua postura constantemente. Portanto, explicar a origem da disfunção e suas associações ao paciente facilita o trabalho terapêutico, como no termograma abaixa em que um caso de um paciente com dores em ombros e que não apresentava absolutamente nenhuma explicação com exames. Ao verificarmos sua postura, foi aventado disfunções posturais que foi corroborado com a termografia.

Nem sempre precisamos de análises quantitativas, pois a qualitativa já responde muito: ah, o gradiente, nosso grande aliado.

#fisioterapia #avaliação #dor #termografia

Dor e suas respostas – parte 9

Na clínica, o relato de dor consciente do paciente pode ajudar muito na descrição da disfunção. Porém, quando o paciente não consegue descrever especificamente como e quando esta dor iniciou dificulta muito fechamos uma hipótese diagnóstica, muito menos um diagnóstico.

Já quando o paciente não consegue nem descrever a forma da dor, aumenta-se ainda mais o dilema do fisioterapeuta. Uma forma de conseguirmos informações mais precisas é pedir exames de imagens, mas estas são demoradas e para alguns custosas. Além disso, muitas vezes nem conseguimos aventar hipóteses para acharmos o verdadeiro local da dor para pedirmos exames de imagem.

Um método que facilita muito é a termografia, pois ela detecta os locais de alteração térmica, quando devidamente executada. Isso nos ajuda a entender a “dor” que o paciente não consegue descrever de forma que os fisioterapeutas possam entender completamente.

Como no caso do termograma abaixo de uma paciente de 24 anos, sem comorbidades e com histórico de limitação e desconforto em ombro direito. Ao realizar uma Análise Termofuncional© verificou-se várias alterações térmicas em região anterior de ombro. Foi solicitado uma Ressonância Magnética e descoberto uma lesão tendínea na cabeça do peitoral maior.

Com estas informações ficou mais fácil de desenvolver o objetivo e o programa terapêutico com maior precisão e mais, monitorar os resultados do paciente.

Saber usar os métodos e técnicas na sua área pode ser crucial para uma boa avaliação, sem este conhecimento você poderá deixar passar informações cruciais.

#dor #fisioterapia