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Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 9

Ainda hoje, existe muita discussão sobre o efeito atérmico.

Isso é contraditório, uma vez que toda energia em trânsito produz calor (quando falamos acima do zero absoluto). Portanto o laser vai produzir calor, em maior ou menor grau, ainda mais quando falamos de fótons.

Até porque, as células e tecidos são dependentes de calor para sobrevivência. Isso sem contar que todo trabalho produz calor.

Sendo assim, toda a aplicação de laser causará a produção de calor.

E isso não pode ser considerado um fator ruim ou menos indutivo para a regeneração. Muito pelo contrário, se o tecido é dependente de energia, ele também será dependente de calor (claro que até um certo grau).

O que temos que achar é o ponto de equilíbrio entre máxima energia com uma produção limite de calor que não cause nenhum tipo de lesão tecidual.

Isso pode ser corroborado com este lindo termograma abaixo: onde temos aplicação de laser com uma produção de calor. Esta aplicação contém energia suficiente para promover um efeito de fotobioindução sem produz calor o suficiente para causar uma lesão térmica.

Portanto, devemos deixar de lado a teoria que o laser é atérmico e devemos começar a pensar em: dose X temperatura máxima produzida.

#laser #laserterapia #fisioterapia

Estado inflamatório e regeneração – parte 4

O estado inflamatório pode ser seu amigo ou seu inimigo, tudo dependerá de como você o trata. Vejam, a inflamação, se não cessada, ainda poderá te ajudar.

Veja, se temos os primeiros 3 meses de maior ascensão e platô do estado inflamatório, então logicamente estes 3 primeiros meses são o nosso maior aliado.

Vejam como é lógico, e lindo por assim dizer, do ponto zero do trauma, passando pelos estados inflamatórios até chegar a completa regeneração tecidual:

1. De 45 dias à 3 meses: ascensão e platô da inflamação;

2. 3-6 meses: inflexão e início do decrescimento da inflamação;

3. 6-12 meses: estágio de início remodelativo, quase um Turnover para troca do tecido lesado para o de origem. Ainda existe inflamação, ela não está fechada;

4. 12-24 meses: trocas constantes celulares para destruir o tecido lesado (tecidos inespecíficos que auxiliam na sustentação arquitetônica pós lesão) e depositar tecidos imaturas e completar a regeneração celular. O resultado final será a troca do tecido lesado pelo tecido de origem e o fechamento completo da inflamação,

Como dito, se você o tratar bem o tecido ele irá para a regeneração. Se não, ele irá para a reparação e ou degeneração.

#fisioterapia #inflamação #dor

Estado inflamatório e regeneração – parte 3

Agora, a inflamação será descrita segundo minha autoria© não publicada, respeitar citação: Paula Machado 2016.

Consideremos o momento “zero” sendo o trauma, então o seu desdobramento se tornará um grande processo com vários estágios.

Cada estágio determina um ou vários comportamentos celulares e químicos, que podem levar para aos 3 desfechos finais.

Os mais importantes então:

1. “Zero” ao 3-7° dia: momento onde deve-se apenas focar em efeitos anti-inflamatórios de forma precoce. Porque quanto antes iniciarmos um “auxílio” para regeneração, maiores as chances de induzirmos a mesma;

2. 7-15° dia: podemos iniciar alinhamento de fibras com alongamentos e manipulações, facilitaremos o turn-over tecidual e auxiliaremos no depósito correto celular para uma adequada arquitetura tecidual;

3. 16-45° dia: pode parecer loucura, mas não é o momento correto de se iniciar a carga terapêutica e sim depois de 45 dias. Antes, mobilizações e descarga de peso uni e bipodal de forma progressiva são muito bem vindas.

Porém existe um super segredo neste momento: o processo inflamatório ainda não chegou em sua ascensão e a carga sobre inflamação gerará reparação.

#fisioterapia #inflamação #dor

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 3

Depois de muitos estudos em laserterapia e indução à regeneração, percebi que alguns conceitos estão desatualizados.

Com os novos conhecimentos em biologia molecular trazem a luz novas formas entendimento, como:

1. Propriedades ópticas: coeficiente de reflexão, absorção e espalhamento;

Na minha experiência, na natureza, nada se perde. No caso do coeficiente de reflexão, isso não acontece no tecido vivo, tal como o espalhamento. Nunca que a célula permitiria este tipo de perda.

2. Propriedades térmicas: condutibilidade térmica e capacidade térmica do tecido;

Isso sim é um grande avanço: não pensar ou querer que o laser seja atérmico. Ele é térmico e deveríamos pensar em um certo “X” de temperatura.

3. Propriedades da radiação: comprimento de onda, da energia aplicada, densidade de energia e de potência;

Confirmo que Einstein estava muito certo, existe muito mais entre o átomo e célula.

4. Tempo de exposição da luz; Importante, o tecido é tempo-dependente.

Devemos atentar para 3 fatores importantes: fase do estado inflamatório, a potência irradiada e o tempo de exposição.

Mostrarei nos próximos posts.

#laser #laserterapia #fisioterapia

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 3

Uma das maiores limitações na fisioterapia é saber o que acontece no tecido durante a reabilitação, principalmente durante a liberação de carga. Iniciar a carga terapêutica as “cegas” é algo extremamente desconfortável e ruim para o fisioterapeuta.

Isso porque o risco de colocar a carga no momento errado ou exceder o momento de evolução da carga é grande, quase inevitável.

Agora, ter o poder de enxergar em tempo real os efeitos fisiológicos da liberação e evolução da carga terapêutica, é a arma mais poderosa que o fisioterapeuta poderia ter.

Como neste vídeo em que um paciente está evoluindo gradualmente a carga terapêutica. O gradiente mostra as ações fisiológicas durante a liberação da carga sem sobrecarregar o tecido.

Somente assim, quando é liberada de forma segura, o risco de sobrecarga durante a reabilitação é praticamente nulo. Nada como “ver” o que você faz.

Esta insegurança será coisa do passado e o fisioterapeuta poderá liberar a carga sem medo, inclusive registrando o avanço de cada etapa da reabilitação.

“Elementar meu caro colega fisioterapeuta, com a Termofuncional, eu vejo tudo.” (Dra. Paula Machado)

Fisioterapeuta, forme-se com quem é formado no método.

#fisioterapia #termografiainfravermelha

Estado inflamatório e regeneração – parte 1

O processo inflamatório é minucioso, delicado e longo (leva até 2 anos para se concluir) e pode levar a alguns desfechos.

O desfecho mais almejado é o processo regenerativo, porém a inflamação pode ir para dois desfechos não desejados: a reparação e a degeneração.

Para se alcançar a tão sonhada regeneração celular, deve-se primeiro entender as várias fases da inflamação. Dito isso, é fácil explicar por que a inflamação é um “estado” e nós apenas conseguimos ver um momento deste processo, pois enxergamos aquele momento.

O estado inflamatório tem várias fases, e elas não são ruins, são necessárias. Porém, quando este estado persiste ou é acelerado, temos os dois desfechos ruins.

Quando nós usamos o estado inflamatório a nosso favor, conseguimos induzi-lo a regeneração. Quando “brigamos” com ele, teremos a reparação e a degeneração.

Para se entender melhor como fazemos isso, vou explicar passo a passo do estado inflamatório para mostrar ao colega fisioterapeuta como alcançar o desfecho ideal.

Colega fisioterapeuta, siga os próximos posts que eu vou ensinar como desvendar os estados inflamatórios e induzir ao desfecho para o processo regenerativo.

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Disfunções tendíneas e como monitorá-las

As #disfunções tendineas mais comuns são conhecidas como #tendinites e elas são consequências diretas de uma #inflamação no tendão, em qualquer tendão do corpo.
Estas inflamações podem ser causadas, na maioria das vezes, por biomecânica errada e má postura associados ao movimento repetitivo e, algumas vezes, simplesmente pelo excesso de carga e/ou traumas. Dependendo do grau, chegam a impossibilitar o movimento e, geralmente elas são cíclicas (vem e vão), mas também podem se estabelecer e durar muito tempo, meses e anos.
A dor é diretamente dependente do nível da inflamação (disfunção micro), já a incapacidade motora reflete o dano tecidual (disfunção macro). Ambos nos dizem quão grave aquele processo inflamatório se encontra e o que temos que fazer para regenerá-lo.
O melhor resultado é focar em ambas as reabilitações: macro e micro. Pois se apenas devolvermos a função motora (macro), ainda teremos a disfunção tecidual (micro) e esta ficará oculta para eclodir oportunamente.
A melhor forma de monitorar esta regeneração é através da Técnica Termofuncional©®, pelo monitoramento da condição funcional©, associado à ressonância magnética anualmente.
Fisioterapeuta, venha conhecer esta técnica e reabilite o seu paciente de forma efetiva.