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Dor e suas respostas – parte 4

Colocamos agora a avaliação e seu uso na clínica, porque temos que usar todas as informações pertinentes para potencializarmos os resultados do tratamento.

Depois de entendermos como é complexa a percepção de dor pelo cérebro, podemos entender por que a dor é subjetiva. Claro, não descartamos nunca que dor é dor e esta reflete algum tipo de distúrbio.

Dito isso, quando o paciente tem alguma forma de referência de dor (queimação, pontada, latente, etc) devemos nos atentar para o tipo de referência, pois ele pode dizer muito sobre a disfunção.

Vamos resumir os tipos genéricos de dor que mais nos deparamos na clínica:

• Dor nociceptiva: normalmente, resultado de lesão do tecido e são resultado de reações inflamatórias;
Somática: Bem localizada, contínua, aumenta ao se pressionar a área;
Visceral: Difusa, pobremente localizada, referida a outra região corporal;

• Dor neuropática: é aquela decorrente de lesões anatômicas do sistema nervoso, tendo como característica principal a dor em queimação ou “ferroada” (superficial, em queimação ou pulsátil, hiperalgesia, paroxismos em pontadas ou disestesias);

• Dor funcional: está associada ao funcionamento anormal de um sistema nervoso anatomicamente íntegro;
Só de ouvirmos o relato consciente de dor do paciente já temos uma enorme pista da origem do problema, pois nele você pode achar a causa da disfunção.

Parafraseando Sherlock Holmes: “Os pequenos detalhes são sempre os mais importantes”.

#dor #fisioterapia

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 3

Para aqueles que não entendem por que a laserterapia é tão apaixonante, vou mostrar o vídeo que me inspirou: o trabalho de Prof. Guenter Albrecht-Buehler, Ph.D. e a aula de “Dosimetry and Parameters of Laser Therapy” – Prof. Chukuka S. Enwemeka (assistam está linda aula do Prof. Chukuka S. Enwemeka). Me corrijam se eu estiver esquecendo alguma citação.

Este vídeo mostra como o fibroblasto “sabe” o que é uma radiação laser, em contraponto de uma luz comum, e as suas diversas doses terapêuticas. Para quem não sabe, este vídeo é fruto de um trabalho de 2008 (se não me engano), sensacional por assim dizer.

Podemos ver claramente que a célula é dose dependente. Por quê? Porque ela tem uma dependência de energia para realizar uma determinada função.

Portanto, colega fisioterapeuta, se você apenas aplicar laser sem conhecimento de toda ciência do infravermelho, vai estar desperdiçando seu tempo e o potencial regenerativo.

Este post foi apenas para mostrar este vídeo sensacional da interação luz-tecido, inclusive foi exatamente este vídeo que me fez “ver” na prática tudo aquilo que tinha estudado na teoria.

Nos próximos posts vou entrar nesta “dança” sublime da interação luz-tecido.

#fisioterapia #laserterapia

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 2

Agora, entramos no mérito da radiação laser atuando no tecido, em particular, minha paixão.

Para aqueles que não conhecem a ação da radiação laser no tecido, vou apresentar abaixo duas imagens lindas captadas de uma simples câmera de celular que conseguia captar a luz infravermelha, pois algumas câmeras conseguem e outras não, tudo depende da lente.

Está é uma imagem de uma placa de petri com cultivo de células ósseas para receberem a radiação laser, parte de um estudo publicado. Seria lindo mostrar aqui a resposta celular vista no microscópio, mas infelizmente, não conseguirei.

A célula tem uma capacidade de triagem celular onde ela escolhe como captar e usar esta luz, determinando seu uso consciente. Muito semelhante ao que as abelhas fazem, lindo por se dizer.

Dito isso, caros colegas fisioterapeutas, imaginem como é a reação desta luz no organismo, in vivo. Nos próximos posts falarei mais sobre esta ação.

#fisioterapia #laserterapia

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 11

Agora, laserterapeutas, vamos entender como saber se sua dose de energia está sendo suficiente para fotobiomodular ou fotobioinduzir.

Regra básica é:

1. O paciente relata melhora da dor, mas… Ela volta, oscila ou a terapia é incapaz trazer toda a funcionalidade e incrementar a carga terapêutica = Fotobiomodular.
Este cenário, engana com oscilações de melhora e, inevitavelmente, a piora aparece ao longo da terapia.

2. O paciente relata melhora da dor + melhora da funcionalidade + consegue-se incrementar a carga terapêutica = Fotobioinduzir.

Neste cenário, podemos pensar na melhora inclusive em exames de imagem, o que seria o melhor dos mundos.

A capacidade do tecido de absorver a luz e reagir a ela é algo instantâneo e contínuo, pois podemos ver resultados a posteriori da aplicação. Mas os efeitos de troca térmica são lindos, por assim dizer.

Uma forma bem didática de demonstrar isso está no termograma abaixo, onde o tecido tenta constantemente absorver, trocar e interagir com a luz e seus efeitos de fotobioindução.
A beleza da dualidade da luz é algo fascinante.

#laser #laserterapia #fisioterapia #termografia #termografiainfravermelha

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 10

Chegamos finalmente na parte que, particularmente, eu mais gosto: fobioindução da regeneração celular.

Por que esse seria o ponto que mais gosto? Porque este é exatamente o objetivo inicial da criação do laser a décadas. E para chegarmos neste efeito, temos que entender alguns fatores importantes para saber como funciona o sistema de absorção do laser no tecido:

“O tecido tem prioridade metabólica: sabe aquele processo que os socorristas e bombeiros fazem para escolher quem atender quando tem várias vítimas? Então, a célula também tem esta capacidade de triar” (Dra. Paula Machado©).

Isso é tão certo que quando temos casos de descompensação metabólica por algunm motivo, os tecidos priorizam as reservas metabólicas e celulares para se manter uma função mínima (tal como o sistema tampão). Uma coisa que aprendi ao longo destes anos de formada é que: a natureza se reproduz na escala macro (cosmos) à escala micho (fóton). Então, quando induzimos o tecido a uma resposta metabólica e celular, vamos ativar o mecanismo de triagem dele.

Sendo assim, lembre-se sempre: a energia aplicada no tecido nunca será aquela que de fato chegará na lesão, pois outros tecidos também competirão pela luz.” (Dra. Paula Machado)

Aos laserterapeutas, este efeito lhes parece familiar, a perda de luz pelo chamado “espalhamento”?

Então, na natureza NADA é desperdiçado, ainda mais em tecido lesionado. Ou seja, o “espalhamento” nada mais é do que o sistema de “triagem celular”© (Todos os direitos pertencentes ao Direito autoral de Paula Machado)

#laser #laserterapia #fisioterapia

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 9

Ainda hoje, existe muita discussão sobre o efeito atérmico.

Isso é contraditório, uma vez que toda energia em trânsito produz calor (quando falamos acima do zero absoluto). Portanto o laser vai produzir calor, em maior ou menor grau, ainda mais quando falamos de fótons.

Até porque, as células e tecidos são dependentes de calor para sobrevivência. Isso sem contar que todo trabalho produz calor.

Sendo assim, toda a aplicação de laser causará a produção de calor.

E isso não pode ser considerado um fator ruim ou menos indutivo para a regeneração. Muito pelo contrário, se o tecido é dependente de energia, ele também será dependente de calor (claro que até um certo grau).

O que temos que achar é o ponto de equilíbrio entre máxima energia com uma produção limite de calor que não cause nenhum tipo de lesão tecidual.

Isso pode ser corroborado com este lindo termograma abaixo: onde temos aplicação de laser com uma produção de calor. Esta aplicação contém energia suficiente para promover um efeito de fotobioindução sem produz calor o suficiente para causar uma lesão térmica.

Portanto, devemos deixar de lado a teoria que o laser é atérmico e devemos começar a pensar em: dose X temperatura máxima produzida.

#laser #laserterapia #fisioterapia

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 7

Falaremos do efeito fototérmico e fotomecânico da radiação laser.

O efeito fototérmico ocorre quando o cromóforo absorve a energia da radiação laser, no comprimento de onda correspondente, gerando calor capaz de: ou de destruir o alvo atingido ou de produzir efeitos celulares correspondestes (exemplo do filme abaixo).

Na fisioterapia, o calor controlado e programado da radiação laser é utilizado para relaxamento muscular, estimulação da pele e indução à regeneração.

Fora da fisioterapia, este calor é usado para realizar trabalhos como incisão de tecidos ou coagulação do sangue.

Já o efeito fotomecânico não entra, por enquanto, no uso da fisioterapia.

Independente de seu uso, ambos os efeitos são muito bem consagrados e usados em cada área pertencente, colocando a radiação laser no mais alto patamar de tratamento com excelentes resultados.

Na fisioterapia, a laserterapia é a técnica mais promissora na indução à regeneração, por isso, devemos estudar profundamente sua ciência.

Apresentada os devidos preâmbulos mínimos sobre a radiação laser, entraremos no próximo post sobre a regeneração celular.

#laser #laserterapia #fisioterapia

Estado inflamatório e regeneração – parte 3

Agora, a inflamação será descrita segundo minha autoria© não publicada, respeitar citação: Paula Machado 2016.

Consideremos o momento “zero” sendo o trauma, então o seu desdobramento se tornará um grande processo com vários estágios.

Cada estágio determina um ou vários comportamentos celulares e químicos, que podem levar para aos 3 desfechos finais.

Os mais importantes então:

1. “Zero” ao 3-7° dia: momento onde deve-se apenas focar em efeitos anti-inflamatórios de forma precoce. Porque quanto antes iniciarmos um “auxílio” para regeneração, maiores as chances de induzirmos a mesma;

2. 7-15° dia: podemos iniciar alinhamento de fibras com alongamentos e manipulações, facilitaremos o turn-over tecidual e auxiliaremos no depósito correto celular para uma adequada arquitetura tecidual;

3. 16-45° dia: pode parecer loucura, mas não é o momento correto de se iniciar a carga terapêutica e sim depois de 45 dias. Antes, mobilizações e descarga de peso uni e bipodal de forma progressiva são muito bem vindas.

Porém existe um super segredo neste momento: o processo inflamatório ainda não chegou em sua ascensão e a carga sobre inflamação gerará reparação.

#fisioterapia #inflamação #dor

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 3

Depois de muitos estudos em laserterapia e indução à regeneração, percebi que alguns conceitos estão desatualizados.

Com os novos conhecimentos em biologia molecular trazem a luz novas formas entendimento, como:

1. Propriedades ópticas: coeficiente de reflexão, absorção e espalhamento;

Na minha experiência, na natureza, nada se perde. No caso do coeficiente de reflexão, isso não acontece no tecido vivo, tal como o espalhamento. Nunca que a célula permitiria este tipo de perda.

2. Propriedades térmicas: condutibilidade térmica e capacidade térmica do tecido;

Isso sim é um grande avanço: não pensar ou querer que o laser seja atérmico. Ele é térmico e deveríamos pensar em um certo “X” de temperatura.

3. Propriedades da radiação: comprimento de onda, da energia aplicada, densidade de energia e de potência;

Confirmo que Einstein estava muito certo, existe muito mais entre o átomo e célula.

4. Tempo de exposição da luz; Importante, o tecido é tempo-dependente.

Devemos atentar para 3 fatores importantes: fase do estado inflamatório, a potência irradiada e o tempo de exposição.

Mostrarei nos próximos posts.

#laser #laserterapia #fisioterapia