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Estado inflamatório e regeneração – parte 4

Uma grande dificuldade na clínica é quando o paciente chega imobilizado e passamos para a fase de liberação de carga.
Isso porque após uma lesão, a área acometida é submetida a um estresse metabólico e mecânico, resultantes das alterações fisiológicas da inflamação. Isso desencadeia uma resposta temporária como parte do processo de regeneração e adaptação dos tecidos.

É uma fase muito delicada, pois ela busca equilibrar a necessidade da retirada da imobilização, que é um meio de proteger a área lesada, com a necessidade de promover a mobilidade, a restauração da força para alcançar a plena recuperação funcional. O objetivo é permitir que o processo de regeneração ocorra sem comprometer a integridade dos tecidos e, ao mesmo tempo, evitar a perda excessiva de massa muscular, a rigidez articular e diminuição da densidade óssea.

A estratégia de liberação de carga pode variar muito dependendo do tipo e da gravidade da lesão, mas à medida que a regeneração ou cicatrização progridem e a dor diminui, a carga pode ser gradualmente reintroduzida por meio de exercícios terapêuticos e atividades específicas.

Desta forma conseguimos reabilitar o paciente no máximo potencial de sua regeneração, mesmo após ele ter iniciado a reabilitação através de um processo de reparação.

Um exemplo disso pode ser visto através do vídeo radiométrico abaixo, em que um paciente está no seu início de liberação de carga (vertical e unipodal) após uma cirurgia de tendão de calcâneo que teve uma fase de comprometimento (infecção com ferida aberta). Após melhora do quadro, a liberação da carga foi ocorrendo gradualmente e de forma segura.

A carga é muito bem vida, mas deve ser implementada no momento certo e de forma progressiva, sem retrocedermos o quadro de dor e função, pois eles são nossos marcadores de sobrecarga.

#inflação #dor #fisioterapia

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 4

Muitos profissionais da saúde me perguntam se a termografia pode dar diagnóstico ou “semi-diagnóstico”.

A resposta é não. O Método de Termografia Infravermelha não é adequado para gerar “diagnósticos”, mas sim como uma análise térmica e monitoramento de condição, ambas qualitativa ou quantitativamente.

Como dito várias vezes, câmeras termográficas não captam temperatura, mas sim a radiação naturalmente emitida pelos corpos EM FUNÇÃO DE SUA TEMPERATURA, através da conversão dessa informação de radiação em temperatura.

A termografia infravermelha pode ser usada como método de triagem, como avaliação e não de forma exclusiva de diagnóstico. Já ao afirmar um achado termográfico após validação de outros métodos diagnósticos é similar ao dito “engenheiro de obra pronta”.

Assim, quando um paciente chega em seu consultório sem nenhum diagnóstico por imagem prévio, com exceção de alguma grande anomalia termográfica, atente-se exclusivamente para a sua especialidade no uso da termografia infravermelha. Ao detectar alguma anomalia térmica fora de sua especialidade, não afirme nada, mas indique um especialista para as investigações apropriadas.

O gradiente nos mostra uma diversidade de processos oque estão correndo no organismo, mas não é ela que determinará um diagnóstico e nem você poderá invadir as demais especialidades afirmando algo que não é de seu conhecimento.

Como visto no exemplo abaixo de uma paciente do sexo feminino, 43 anos, sem comorbidades e com relato de dor em punho esquerdo. O gradiente nos mostra algumas alterações térmicas condizentes com o relato de dor em punho, mas outras aparecem em dedos. Poderia ser um comprometimento nervoso ou vascular? Talvez. É você que deve diagnosticar isso através da termografia? O que fazer? Indique um colega especialista, não afirme nada e trate a dor que é a sua especialidade.

Infelizmente hoje, com exceção da Termofuncional, nenhum procedimento na saúde que faça uso da termografia infravermelha possui um Termografia certificado Nível 3 ou Categoria 3 pela ABENDI, não podendo estes assumirem a responsabilidade técnica para exercer a termografia. E isso pode trazer uma falsa segurança de afirmar achados térmicos de outras especialidades. Porém cuidado, isso caracteriza imperícia.

#termografia #dor #fisioterapia #reabilitação #termografia

Dor e analgesia – parte 4

Já relatei muitas vezes que a principal dificuldade do terapeuta é fechar um diagnóstico que corrobore a dor do paciente sem nenhum exame de imagem. Isso porque, em organismos vivos, existem infindáveis possibilidades e justificativas para uma dor e isso torna um diagnóstico preciso muito difícil. Claro, temos comportamentos clássicos de lesões já conhecidas, mas as compensações destas lesões podem e vão ficar ocultas, o que dificulta muito mais o processo de analgesia.

Isto posto, o profissional que avalia um caso de dor sem exames de imagem fica muito preso em hipóteses diagnósticas, que podem ou não serem corroboradas ao longo da terapia. Isso irá influenciar diretamente na terapia aplicada e resultados alcançados. Assim, quando contamos com técnicas que nos ajudam a responder a dor relatada pelo paciente, torna-se mais fácil a elaboração a conclusão de um diagnóstico e a elaboração precisa do programa terapêutico, o monitoramento dos resultados e seus ajustes e o resultado em si.

Como no caso dos termogramas abaixo de um paciente do sexo masculino, 44 anos, sem comorbidades e esportista que apresentou dor em região lombar. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado alterações térmicas condizentes com compressão e irradiação de L4-L5 a direita.

Esse termograma facilitou muito o programa terapêutico e o monitoramento das diversas terapias aplicadas. Ainda, isso facilitou associar a evolução do tratamento a melhora do relato de dor do paciente, potencializando e muito os resultados terapêuticos, chegando rapidamente a promover a analgesia no paciente.

Dito isso, devemos conhecer o máximo de métodos e técnicas avaliativas para conseguirmos fechar um diagnóstico da forma mais precisa e este proporcionará um programa terapêutico muito mais efetivo.

Uma vez que se não acertarmos na avaliação, a probabilidade de sucesso é muito menos. Parafraseando Aristóteles: “O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito na medida em que avança.”

#dor #fisioterapia #reabilitação #termografia

Estado inflamatório e regeneração – parte 3

Na clínica, temos inúmeros casos de pacientes que chegam com dores “novas”, não relatadas ou apresentadas anteriormente.
Isso dificulta muito a continuidade da reabilitação, uma vez que quando planejamos o tratamento do paciente, se não havia este relato de disfunção e/ou dor, nós não consideramos como um ponto a ser estudado e tratado. Mas, ao longo da reabilidação, obviamente os pacientes se machucam e temos que lidar com estas novas inflamações.

Como no caso do termograma abaixo de um paciente do sexo feminino, 40 anos, sedentária, sem comorbidades e que apresentou dor em joelho direito. Ao realizar uma Análise Termofuncional foi detectado alterações térmicas que justificam a dor relatada pela paciente e o tratamento foi então adequado para analgesia.

Neste caso a continuidade da reabilitação foi comprometida até a melhora da dor da paciente. Isso dificulta muito a reabilitação completa, pois existem casos que constantemente o paciente se machuca.

Uma grande arma para se detectar e tratar precocemente é o correto uso da termografia, pois ela ajuda muito a escolhermos o método e/ou a técnica que melhor pode te atender naquele momento.

Pois uma simples solicitação de aplicação de crioterapia local, depois de entender o problema claro, já fará a paciente ter analgesia.
Somente o estudo profundo nos leva ao conhecimento para saber usar as melhores ferramentas que você tem em mãos.

Parafrasenando Aristóteles: “É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer.”

#inflação #dor #fisioterapia

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 3

A laserterapia é capaz de promover melhora significante na inflamação e, por consequência, na dor.

Na minha opinião, a técnica mais eficaz na clínica para tratamentos com inflamações.

Como no caso da sequência de termogramas abaixo de um paciente do sexo masculino, 70 anos, sem comorbidades, mas com histórico de outras lesões e que apresentou dor em ombro direito. Foi realizada uma Análise Termofuncional e detectado alterações térmicas condizente com a localização da cabeça longa do bíceps.

Foi solicitado então ressonância magnética de ombro e diagnosticado rotura completa do segmento intra-articular do cabo longo do bíceps braquial, com retração e localização do coto distal ao nível da metáfise umeral, justificando o gradiente encontrado.

Foi então iniciado tratamento com laserterapia e, em apenas 1 mês, já apresentou melhoras no gradiente. Só isso já traz um grande alívio na dor do paciente, além de termos a oportunidade de melhora da função.

Ainda estamos a alguns passos de termos os melhores equipamentos que promovam a completa regeneração em um espaço curto de tempo, mesmo assim, o laser hoje consegue prover grandes resultados clínicos.

O estudo constante da laserterapia nos mostra que quanto mais estudamos, mas temos a aprender e a conseguirmos produzir resultados cada vez mais fascinantes.

Dito isso, quem tem a oportunidade de estudar e usar o laser, use.

Desafio assim a todos que puderem fazerem uso da laserterapia para assim verem quão poderosa é essa técnica.

#termografia #dor #fisioterapia #reabilitação #laser #laserterapia

Dor e analgesia – parte 3

Agora vamos falar das diversas técnicas e métodos, os mais conhecidos, que promovem analgesia.

Para aqueles que não sabem, a temperatura é a segunda grandeza mais medida pelo homem, depois do tempo. Dito isso, de todos os sinais flogísticos (dor, rubor, calor), a temperatura é a única que podemos atuar de forma direta e por leigos.

Só que, a grande maioria dos profissionais da saúde não entende os efeitos da crioterapia e muito menos como usá-lo como terapia. A crioterapia já é estudada profundamente pela fisioterapia, pois a usamos como forma terapêutica.

Dito isso, talvez a forma mais simples, eficaz e segura de tratarmos um trauma é com a crioterapia. À medida que conseguimos baixar/controlar a intensidade da temperatura após o trauma, automaticamente ajudamos os tecidos a regenerar. Isso por si só já promove a analgesia.

Porém, deve-se ter muito cuidado com a intensidade do frio e o tempo de exposição, entre outros fatores. Existem sim contraindicações da aplicação da crioterapia. Todavia, quando ela é indicada e corretamente usada, teremos um auxiliar na regeneração e um forte indutor de analgesia.

Ouço muitos colegas da saúde criticarem a crioterapia, afirmando que ela não funciona. Para aqueles que desejarem derrubar seus tabus sobre a crioterapia, convido-os a lerem o livro que mais aprecio e que explica toda a ciência por trás da crioterapia, e este livro é “Crioterapia no Tratamento das Lesões Esportivas” (Kenneth L. Knight, Editora Manole; 1ª edição, 1994). Somente após este estudo será possível entender os efeitos físicos e teciduais da aplicação da crioterapia.

Parafraseando Aristóteles: “O ignorante afirma, o sábio dúvida, o sensato reflete.”

#dor #fisioterapia #reabilitação #termografia

Estado inflamatório e regeneração – parte 2

Vamos entrar agora nas diversas formas de induzirmos a regeneração. Vamos usar o trauma com ponto de referência inicial, que fica mais simples para entender.

Quando temos um trauma e iniciamos a resposta inflamatória temos diversos estágios que podemos induzir a regeneração. Claro, guardada as devidas proporções, quando mais precocemente atuarmos no trauma, mais podemos induzir a regeneração.

Então, vamos chamar de “janela mágica” os primeiros 15 dias de pós trauma. Isso porque nestes primeiros 15 dias temos o maior potencial de indução a regeneração e, dependendo da terapia aplicada, podemos induzir fortemente a regeneração celular.

Dito isso, devemos lembrar sempre que nestes 15 dias se não ultrapassarmos a capacidade do tecido, conseguiremos induzir o tecido ao desfecho da regeneração. Assim, quando possível, devemos usar estes primeiros 15 dias como indutor da regeneração. Porém, na clínica, é muito difícil o paciente chegar neste tempo, o que dificulta a indução à regeneração, mas não é impossível conseguirmos induzir após este período.

Como no caso da sequência de termogramas abaixo de uma paciente do sexo feminino, 74 anos e com várias comorbidades e fratura de patelas (bilateral) há 3 meses. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado alterações térmicas que levantaram a hipótese de não consolidação. Foi solicitado exame de RX e verificado que a fratura não consolidou. Após 1 mês de tratamento foi realizado nova Análise Termofuncional e verificado melhora das alterações térmicas e foi solicitado novo exame de RX comprovando a quase completa consolidação óssea.

Sabendo cada fase da inflamação você saberá induzir a regeneração, este é o grande segredo para a indução à regeneração: conhecimento.

#inflação #dor #fisioterapia

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 2

A laserterapia é uma técnica que utiliza a energia da luz para estimular os processos de regeneração e cura do corpo. Essa terapia tem sido utilizada há décadas para tratar diversas condições de saúde, incluindo lesões musculares, dores crônicas, inflamações e feridas.

No caso de inflamações de tornozelo, a laserterapia pode ser uma opção eficaz de tratamento para aliviar a dor e acelerar o processo de regeneração. Quando o laser é aplicado na área afetada, ele penetra profundamente nos tecidos, estimulando as células e promovendo a ativação da regeneração. Esse processo ajuda a reduzir a inflamação e a dor, além de estimular a troca dos tecidos lesionados pelos tecidos de origem. Só o fato da laserterapia promover a regeneração e diminuir a inflamação a analgesia tem início.

Os efeitos puramente analgésicos da laserterapia são resultado da liberação de endorfinas (substâncias produzidas para aliviar a dor). Além disso, a laserterapia também ajuda a reduzir a sensibilidade dos nervos periféricos, o que pode diminuir a percepção da dor.

A laserterapia pode ser realizada de diferentes formas, sendo que a mais comum é a aplicação do laser diretamente na pele. O procedimento é indolor e não invasivo, o que significa que não há necessidade de anestesia ou cortes. Geralmente, a terapia é realizada em sessões que duram entre 10 e 30 minutos, dependendo da gravidade da lesão e da resposta do paciente ao tratamento.

A laserterapia deve ser individualizado de acordo com as necessidades e características do caso de cada paciente. Além disso, a laserterapia não deve ser utilizada como tratamento único, mas sim como um complemento a outras terapias, pois a dor é multifatorial e depende também de outras técnicas.

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Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 2

A grande maioria dos profissionais que fazem uso de termografia, acreditam que a temperatura “mais ou alta ou mais baixa” são os grandes indicadores de inflamação. Porém, como a correta formação no Método de Termografia Infravermelha nos ensina, nem de longe apenas a temperatura é o grande indicador e marcador risco.

Para aqueles que não sabem, antes da temperatura devemos primeiro entender os achados térmicos através do gradiente que, de longe, é o nosso grande aliado no MTI.

O entendimento do gradiente separa os curiosos que usam termografia dos termografistas master (Nível 3 e Categoria 3), pois com o conhecimento pleno de seu uso, sabemos em sua grande maioria das vezes que há um problema naquele local e o processo pelo qual há a transferência de calor. Isso diz muito ao termografista, principalmente o sentido do fluxo de calor que, para nós da saúde, mostra principalmente um vetor de forças.

A grandeza vetorial que o gradiente nos mostra nos ajuda muito mais do que a temperatura em si, inclusive esse princípio é usado em mecânica, elétrica, fornos e todas as outras especialidades que fazem uso da termografia. O gradiente nos permite entender os diversos processos de sobrecargas apresentados nas situações estudadas e, dependendo da área, pode explicar as causas da inflamação.

Na sequência de termogramas abaixo de um paciente do sexo masculino, 36 anos e sem histórico de comorbidades e apresentou dores em joelhos. Foi realizado uma Análise Termofuncional e detectado algumas alterações térmicas sem grandes alterações de temperatura. O que de fato auxiliou no diagnóstico foi o gradiente que revelou alterações de cadeias musculares e seus desequilíbrios.
Portanto, não é a temperatura em si que responde as diversas dúvidas da análise, mas sim o gradiente. Até porque, a primeira linha de análise que fazemos instintivamente é sobre o gradiente, vide os princípios das paletas de baixo contraste.

Ah o gradiente, nosso maior aliado.

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