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Dor e suas respostas – parte 10

Agora entraremos nos receptores que o fisioterapeuta mais atua diretamente: nociceptores.

Os nociceptores respondem a estímulos potencialmente prejudiciais e enviam sinais para a medula espinhal e o cérebro, nos provendo a percepção da dor. Eles são encontrados em, praticamente, todo o nosso corpo, com exceção de alguns poucos tecidos.

Eles detectam diferentes tipos de estímulos prejudiciais ou danos reais, como:
• Térmicos: calor nocivo ou frio a várias temperaturas;
• Mecânicos: excesso de pressão ou à deformação mecânica;
• Químicos: detectam uma grande variedade de respostas químicas de danos teciduais.

Para a reabilitação, eles são de suma importância, pois nos fornecem informações da causa da lesão, de como o tecido está evoluindo e se a carga terapêutica está adequada.

Considero este o mais importante para a correta liberação de carga, pois sem prestarmos atenção neste receptor, vamos incorrer em excesso.

#dor #fisioterapia #termografia #termografiainfravermelha

Estado inflamatório e regeneração – parte 10

Agora vamos entender como a disfunção pode influenciar na reabilitação em seus diversos estágios.

Quando classificamos uma disfunção, seja ela qual for, também devemos observar 2 possíveis consequências:

1. Se esta disfunção é local, ou seja, não afeta outras áreas ou o todo;

2. Se esta disfunção afeta outras áreas e/ou o todo.

Estas duas análises fazem toda a diferença na hora de programarmos a terapia, pois poderemos apenas determinar um tratamento paliativo ou curativo.

Em geral, as disfunções sempre geram algum tipo de “influência” no todo, seja por desequilíbrio ou seja por sobrecarga. Dito isto, devemos sempre colocar em nosso plano terapêutico o reequilíbrio muscular e biomecânico.

Um exemplo disso pode ser visto no termograma abaixo, onde podemos ver claramente um desequilíbrio com sobrecarga em membro inferior esquerdo. Algo não visto no espectro visível, mas muito didático no infravermelho. Neste caso, estava ligado a sobrecarga biomecânica durante atividade de corrida de rua.

E, como pode ser visto, o desequilíbrio gerou sobrecarga em todo o membro inferior esquerdo, especialmente nos dois terços proximais da face anterior da tíbia. Consequentemente, podemos ver claramente algumas alterações térmicas no joelho esquerdo, inferindo que está afetando outras áreas, podendo já ser considerada uma disfunção moderada.

Portanto, como neste exemplo, no planejamento terapêutico deve ser vislumbrado a correção biomecânica e até postural.

Sem isso, caro colega, em disfunções crônicas estaremos apenas tratando as consequências e não a causa. Já em disfunções agudas, resolveremos o agudo, mas deixaremos as diversas compensações oriundas de uma lesão.

#fisioterapia #inflamação #dor

Dor e suas respostas – parte 9

Agora entraremos nos fotorreceptores, onde particularmente mora minha maior paixão – radiação laser.

Os fotorreceptores são capazes de realizar uma ação chamada de fototransdução: um processo que converte a radiação eletromagnética (no caso laser) em outros tipos de energia, um potencial de membrana. Claro que a retina comporta os nossos maiores receptores, mas também possuímos fotorreceptores nas células.

O mecanismo de “identificação” dos fotorreceptores ocorre, significativamente, através da cor da radiação, ou seja, ao comprimento de onda: curto (azul), médio (verde) e longo (amarelo/vermelho).

A radiação eletromagnética é absorvida, nas células, pelas moléculas orgânicas fotorreceptoras encontradas em cada célula do nosso organismo (DNA, aminoácidos e proteínas celulares) e na matriz extra celular.

Considerando, óbvio, uma simplificação de um tema extremamente complexo para um simples post. Mas usar os fotorreceptores é atingir o principal objetivo terapêutico na laseterapia.

Simplificando, caro colega, podemos usar as vantagens dos fotorreceptores para ativarmos funções metabólicas e celulares com a radiação laser a dor e induzir a regeneração celular.

#dor #fisioterapia

Estado inflamatório e regeneração – parte 7

O estado inflamatório é multifatorial que produz consequências com efeitos bioquímicos e físicos (alteração na arquitetura tecidual), o reflexo disso pode ser visto fisicamente como edema, dor, vermelhidão, calor e perda da função = sinais flogísticos.

Estes efeitos funcionam como um mecanismo de defesa que visa cessar a causa inicial da lesão celular e suas consequências, dando tempo para o próprio tecido regenerar o local lesado.

Então como devemos saber que momento colocar a carga? Para que esta resposta seja corretamente aplicada na clínica, devemos entender do grau e da extensão da inflamação.

É claro que se tivermos uma lesão leve numa extensão leve, teremos um estado inflamatório pequeno e poderemos iniciar cargas precocemente. Agora, se temos uma lesão mais extensa, mesmo sendo leve, devemos ter mais cautela. E assim sucessivamente.

Isso é quase um cálculo matemático, lindo por se dizer, onde o tempo de regeneração do tecido é dependente do grau e da extensão do estado inflamatório. Dito isso, é nisso que o fisioterapeuta tem que focar para ter assertividade entre o estado inflamatório e o correto tempo de descarga de peso.

Falaremos melhor disso nos próximos posts.

#fisioterapia #inflamação #dor

Estado inflamatório e regeneração – parte 4

O estado inflamatório pode ser seu amigo ou seu inimigo, tudo dependerá de como você o trata. Vejam, a inflamação, se não cessada, ainda poderá te ajudar.

Veja, se temos os primeiros 3 meses de maior ascensão e platô do estado inflamatório, então logicamente estes 3 primeiros meses são o nosso maior aliado.

Vejam como é lógico, e lindo por assim dizer, do ponto zero do trauma, passando pelos estados inflamatórios até chegar a completa regeneração tecidual:

1. De 45 dias à 3 meses: ascensão e platô da inflamação;

2. 3-6 meses: inflexão e início do decrescimento da inflamação;

3. 6-12 meses: estágio de início remodelativo, quase um Turnover para troca do tecido lesado para o de origem. Ainda existe inflamação, ela não está fechada;

4. 12-24 meses: trocas constantes celulares para destruir o tecido lesado (tecidos inespecíficos que auxiliam na sustentação arquitetônica pós lesão) e depositar tecidos imaturas e completar a regeneração celular. O resultado final será a troca do tecido lesado pelo tecido de origem e o fechamento completo da inflamação,

Como dito, se você o tratar bem o tecido ele irá para a regeneração. Se não, ele irá para a reparação e ou degeneração.

#fisioterapia #inflamação #dor

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 4

A atividade física promove inúmeros efeitos benéficos imediatos e tardios no organismo. Os imediatos, são vistos durante ou imediatamente ao término do exercício.

Já os efeitos tardios são mais visíveis ao longo de um determinado, tempo de acordo com a atividade executada. Cada atividade tem um efeito resposta e esta nem sempre pode ser vista ou completamente medida, mas uma grande ferramenta não invasiva para se ver os efeitos imediatos e tardios do pós exercício é a termografia. Porém, não basta ter uma câmera na mão e ver uma imagem, deve-se entender o que se capta, seu contexto e limitações.

Imediatamente pós exercício a troca térmica promove uma linda imagem de gradientes, mas não quer dizer que o atleta tenha ou venha a ter problema ou uma disfunção. Para se usar a termografia, deve-se ter todo o contexto, ambiente e situações muito bem mapeados e controlados para não se assumir eventos equivocados.

Como visto neste termograma de um corredor: este foi tirado 1 hora depois de concluir o percurso.
Não basta ver, você tem que entender tudo que se passa para dar um correto diagnóstico. Gradientes são lindos, mas eles podem te iludir.
#fisioterapia #termografiainfravermelha

Dor e suas respostas – parte 3

Para você entender a dor do seu paciente, ouça bem como ele a relata.

A dor é modulada em, no mínimo 2 níveis, até chegar ao tálamo. Quando o impulso doloroso chega até córtex cerebral, processamos esta informação que resulta na dor consciente.

Ou seja, até o impulso da dor chegar a ser consciente, ele já foi “lida/amenizada”. Imagine se os tecidos decidissem dar a você, plena consciência da dor (100%), não sobreviríamos nem ao parto. Para conseguirmos aguentar de forma consciente, o organismo proporcionou vários níveis de reação até nos proporcionar a dor consciente.

Assim, ao questionarmos a dor consciente do paciente, devemos nos atentar ao estado/grau de inflamação que aquele tecido apresenta ao longo de um determinado tempo.

Pense sempre:
“O estado inflamatório X determinará a dor consciente do paciente e, através do relato consciente da dor, você poderá ter uma ideia de como o tecido se encontra.” (Dra. Paula Machado)

Seja minucioso na descrição da dor consciente e sempre questione a mesma ao longo do tempo. Só assim para você conseguir determinar o início da disfunção.

#dor #fisioterapia

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 3

Uma das maiores limitações na fisioterapia é saber o que acontece no tecido durante a reabilitação, principalmente durante a liberação de carga. Iniciar a carga terapêutica as “cegas” é algo extremamente desconfortável e ruim para o fisioterapeuta.

Isso porque o risco de colocar a carga no momento errado ou exceder o momento de evolução da carga é grande, quase inevitável.

Agora, ter o poder de enxergar em tempo real os efeitos fisiológicos da liberação e evolução da carga terapêutica, é a arma mais poderosa que o fisioterapeuta poderia ter.

Como neste vídeo em que um paciente está evoluindo gradualmente a carga terapêutica. O gradiente mostra as ações fisiológicas durante a liberação da carga sem sobrecarregar o tecido.

Somente assim, quando é liberada de forma segura, o risco de sobrecarga durante a reabilitação é praticamente nulo. Nada como “ver” o que você faz.

Esta insegurança será coisa do passado e o fisioterapeuta poderá liberar a carga sem medo, inclusive registrando o avanço de cada etapa da reabilitação.

“Elementar meu caro colega fisioterapeuta, com a Termofuncional, eu vejo tudo.” (Dra. Paula Machado)

Fisioterapeuta, forme-se com quem é formado no método.

#fisioterapia #termografiainfravermelha

Estado inflamatório e regeneração – parte 2

Você sabe o que é de fato o que é o estado inflamatório?

Por que estado? Porque ele é composto por várias fases e nós só conseguimos ver, através de exames, em que determinado momento ele está: o estado que o tecido se encontra.

Veja, nós não “vemos” os efeitos químicos em cascata da inflamação, mas vemos o “estado” do dano tecidual. Este é um reflexo da cascata inflamatória e seus reativos teciduais.

Como procuramos a disfunção para achar um meio de entregar novamente a função, vamos procurar sempre o estado inflamatório e em que fase ele se encontra. Assim, buscamos reverter este estado.

As fases mais importantes do estado inflamatório estão contempladas nos primeiros 45 dias, fase aguda. Após um dano, nós ainda levaremos 45 dias para chegar ao ápice inflamatório, permanecendo num platô até os 3° mês pós trauma, e só depois disso começa a cair.

Ou seja, colocar carga na reação aguda ainda crescente, é induzir a reparação. Nós devemos almejar e ajudar a regeneração e não facilitar a reparação. Se esta fase passou, seja por tempo ou efeito reparativo, temos que ter outro foco.

O estado inflamatório terá 3 desfechos: regeneração, reparação ou degeneração.

#fisioterapia #inflamação #dor

Dor e suas respostas – parte 1

Dor é a forma de comunicação que o Sistema Nervoso Central (SNC) usa para informar você que existe algum distúrbio ou lesão em determinado local. Ela acontece por meio de troca de “informações” químicas e físicas nos receptores sensoriais.

Dependendo da intensidade do estímulo/lesão, ela pode ser desde um leve desconforto até um dor tão intensa que pode “desligar” a consciência.

Portanto, a dor pode ser compreendida como sendo, num certo nível, “consciente”. Pois é possível ser explicada, verbalizada e até mensurada de alguma forma. Podemos dizer então que: a dor é um relato consciente.

Na fisioterapia, é muito comum, e até importante, ouvirmos e darmos a devida atenção ao relato consciente da dor do paciente, pois ela reflete os diversos estados inflamatórios da disfunção e ou lesão.

Saber usar esta informação é primordial para o desenvolvimento e evolução da carga terapêutica, pois sem isso, podemos incorrer em sobrecarga.

Os conhecimentos destas informações levam o fisioterapeuta mais rapidamente ao sucesso na reabilitação, com um alto grade de segurança e assertividade.

“Saber ouvir é a chave para o encaixe da principal peça do quebras cabeças: em que fase o estado inflamatório está” (Dra. Paula Machado).

#dor #fisioterapia