A Clínica
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Dor e analgesia – parte 2

Na clínica, quase sempre a chegada do paciente ao consultório é por motivo de dor, seguido por alguma disfunção (podendo estar ou não associado a dor). Dito isso, no objetivo terapêutico devemos sempre colocar a analgesia e, quase que em sua integralidade, o programa terapêutico fica litado por não sabermos o que de fato está acontecendo no tecido.

Assim, quando um paciente chega com uma dor, devemos sempre ter em mente que um exame de imagem pode muito bem nos mostrar o que de fato está provocando a dor e o programa terapêutico poderá focar precisamente na causa da dor, e não em sua consequência. Porque se focarmos na dor e não em sua causa, nunca entregaremos a analgesia ao paciente, apenas momentos de analgesia. Ainda, corremos o risco de aplicar qualquer carga e a dor se agravar.

Como um método de segurança, tanto técnica quanto jurídica, após entender o caso e levantar uma hipótese diagnóstica, eu sempre solicito exames de imagens para fechar o diagnóstico (quando o paciente não os tem). Isso me ajudará não só a determinar quando e como iniciar a carga terapêutica como poderá me proteger juridicamente.

Como no caso do termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 82 anos e com histórico de várias comorbidades e que apresentou dor em região lombar direita. Ao realizar uma Análise Termofuncional, foi detectado uma alteração térmica correspondente a irradiação de L3-L4 e L4-L5, foi então sugerido um exame de ressonância magnética para determinarmos o grau de lesão tecidual.
Somente após o exame de imagens para determinarmos como podemos proceder em casos assim, pois qualquer carga aplicada pode agravar a dor e a limitação da paciente.

Por isso é importante termos em mãos exames de imagens complementares para podermos programar corretamente o objetivo terapêuticos e suas várias fases e incremento de carga ao longo do processo de reabilitação.

#dor #fisioterapia #reabilitação #termografia

Estado inflamatório e regeneração – parte 1

A inflamação é uma resposta natural do organismo a agressões/lesões e que tem como objetivo proteger e restaurar os tecidos afetados e, quando tudo acontece de forma coordenada, o tecido almeja sempre chegar a regenerar tecidual. A inflamação é caracterizada por uma série de alterações bioquímicas e celulares que ocorrem no local da lesão, resultando em sintomas como dor entre outros (vermelhidão, inchaço e calor).

O aparecimento da dor na inflamação é resultado da ativação de fibras nervosas que respondem a estímulos mecânicos, térmicos e químicos. Essas fibras nervosas (nociceptores) são ativadas pela liberação de substâncias químicas inflamatórias (como a bradicinina e prostaglandinas) que sensibilizam as terminações nervosas e aumentam a resposta aos estímulos dolorosos. Além disso, a inflamação pode estimular a produção de substâncias químicas (TNF entre outros) que também contribuem para a geração da dor.

Quando a inflamação chega num certo patamar de intensidade, estes neurônios são ativados e a sinalização cerebral é acionada para gerar um mecanismo de proteção. Este mecanismo de dor é ativado para que possamos “imobilizar” o local, permitindo tempo para a célula tentar regenerar a lesão.

Quando respeitamos as fases da inflamação, conseguimos chegar a tão sonha regeneração. Se algo atrapalhar o processo minucioso que é a regeneração, o desfecho será a reparação. Às vezes, este não é um desfecho ruim, podendo ser muito bem utilizado, mas sempre devemos almejar a regeneração.

Desta forma, se colocarmos a regeneração como objetivo principal da reabilitação, os processos terapêuticos deverão ser mais acertados em relação ao melhor desfecho do processo, promovendo a completa restauração da funcionalidade do tecido.

Por isso, quando o paciente apresenta uma inflamação com presença de dor, devemos sempre almejar atingir o processo regenerativo, porque assim promoveremos de forma indireta a analgesia. Agora o inverso não é verdadeiro, almejar inicialmente a analgesia não determina que o desfecho final será a regeneração. Ah a regeneração, nosso maior objetivo.

#inflação #dor #fisioterapia

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 1

A radiação laser promove efeitos celulares e teciduais no local de sua aplicação, mas o que poucos fisioterapeutas sabem é que ela também promove efeitos locais e distantes do local da sua aplicação. E estes efeitos distantes nos ajudam muito na regeneração tecidual, porque quando nos deparamos com lesões teciduais estas normalmente não são apenas locais. Além disso, o tecido sofre com a sobrecarga imposta pelo local da lesão, gerando compensações teciduais dispersas ao foco originário da lesão.

Esta sobrecarga gera um mecanismo vicioso de lesão-sobrecarga-mais lesão dificultando a regeneração tecidual e a reabilitação. Um grande auxiliador para se quebrar este ciclo é justamente a laserterapia, pois ela induz fortemente à regeneração celular e tecidual do local da lesão e seu entorno.

Este efeito pode ser visto no vídeo termográfico abaixo de uma aplicação de laserterapia em uma lesão tendínea em tornozelo esquerdo. Pode-se notar as diversas reações teciduais com a aplicação e absorção da radiação no tecido, inclusive em áreas bem distantes da aplicação. Isto demostra claramente que o tecido reage a radiação de forma local e distante, por isso conseguimos ver estas as reações no vídeo.
Portanto, a grande arma do fisioterapeuta para a indução à regeneração é a laserterapia, pois somente com ela podemos quebrar o ciclo vicioso de lesão-sobrecarga-lesão, promovendo a regeneração tecidual.

Este efeito vai ajudar muito na rápida reabilitação do paciente, somado a isso o efeito tecidual da aplicação da laserterapia é único: a regeneração celular. Dito isso, a laserterapia de longe é a maior arma regenerativa do fisioterapeuta.

#termografia #dor #fisioterapia #reabilitação #laser #laserterapia

Laserterapia 1 – 25-01-23

Dor e analgesia – parte 1

Na clínica, a grande dificuldade é tirar a dor apresentada pelo paciente e manter a funcionalidade do tecido ao mesmo tempo. Esta dificuldade acontece porque quando temos dor por períodos longos de tempo (crônico), desenvolvemos inúmeros mecanismos compensatórios que acabam por gerar limitação funcional e esta limitação gera mais dor. Este é um processo compensatório e vicioso de retroalimentação: dor-compensação-limitação-dor.

Assim, quando o paciente chega com estes mecanismos de proteção ativos (nosso “gesso” funcional = imobilismo e limitação articular) temos uma tarefa complexa que é diminuir a compensação e ganhar amplitude para, por fim, diminuir a dor. Mas este é um processo doloroso para o paciente: retirar o “gesso” funcional para chegar à analgesia. Claro, à medida que se ganha diminuição das compensações e limitações já ganhamos parcialmente uma analgesia (na intensidade da dor), porém ainda demora algumas fases para chegarmos a tão sonhada e completa analgesia.

Um segredo que ninguém conta é que a analgesia acontece quando ganhamos FUNCIONALIDADE. Claro, ao mesmo tempo aplicamos medidas analgésicas, mas sem ganho de funcionalidade a analgesia não permanece.

Como na sequência de termogramas abaixo de um paciente do sexo masculino, 38 anos e sem comorbidades e que apresentou dor em região lombar e pé direitos de forma limitante (limitação de deambulação). Foi realizado um Exame Termofuncional e constatado dermátomos correspondentes à raiz de L1-L5. Foi então tratado de forma a tirar primeiramente a compensação, depois a limitação e, por fim, a analgesia se apresentou de forma completa.

Portanto, o foco para dores crônicas sempre será tirar o “gesso” funcional para, por fim, chegarmos à analgesia completa, pois a sintomatologia é sempre multifatorial.

#dor #fisioterapia #reabilitação #termografia

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 1

Na clínica, o grande desafio do fisioterapeuta é explicar para o paciente sobre a disfunção que ele possui. Mais ainda, explicar porque aquela disfunção muitas vezes não corresponde com a dor relatada pelo paciente, pois o paciente pode chegar com uma dor e esta ser consequência de uma disfunção mais complexa e profunda.

Quando isso acontece, o paciente não entende por que temos que tratar a disfunção (causa) ao mesmo tempo que tratamos a dor (consequência), pois para o paciente tratar a dor é a solução. Mas, para nós fisioterapeutas, a disfunção é a chave para a assintomatologia, volta da funcionalidade e promoção da saúde.

Como na sequência de termogramas abaixo de um paciente do sexo masculino, de 55 anos, sem comorbidades e com relato de rigidez em região lombar. Foi realizado uma Análise Termofuncional e, na análise quantitativa, não apresentou nenhuma alteração significante. Já quando foi feito a análise qualitativa, o gradiente revelou uma sobrecarga na musculatura da região lombar, corroborando com o relato de dor do paciente.

Como visto no exemplo acima, nem sempre precisamos ter aumento de temperatura fora da escala de normalidade para termos uma resposta (análise quantitativa). Nem sempre é preciso análises complexas para obtermos respostas fidedignas, pois temos formas mais simples e altamente eficazes de analisarmos as dores relatadas pelos pacientes, como o gradiente (análise qualitativa). De longe o gradiente é o maior aliado do fisioterapeuta.

Ah o gradiente, o grande artista do infravermelho.

#termografia #dor #fisioterapia #reabilitação #termografia

Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 12

E para fechar o ano com a minha paixão, vamos a um último post da laserterapia.

A laserterapia é de longe a melhor terapia regenerativa na mão do fisioterapeuta, basta estudar e ter um equipamento bom em mãos.

A laserterapia é imensamente usada na área da odonto e estética, mas infelizmente na fisioterapia é pouco usada e, quando usada, muito mal-usada.

Mas se os profissionais fisioterapeutas soubessem como a laserterapia pode ajudar a ter resultados incríveis em suas terapias, não viveriam sem ter no mínimo uns 2 equipamentos.

Como no caso da sequência de termogramas baixou de um paciente do sexo masculino, 38 anos e com relato de início de dores em região lombar à esquerda. Para iniciar analgesia, foi aplicado apenas a laserterapia com resultado visto na sessão seguinte, com plena recuperação da área contraturada.

Ah a luz, com certeza esta é a melhor forma de regenerar.

#fisioterapia #inflamação #dor #regeneração

Estado inflamatório e clínica – parte 11

Muitas vezes na clínica não conseguimos entender o relato de dor consciente do paciente. Isso sem falar na precisão do paciente quando perguntamos “onde dói?” e ele “aqui” num movimento circular marcando uma área de uns 10-20cm. Qual profissional clínico que não se identifica com este cenário?

E mesmo quando fazemos todos os testes clínicos, podemos não achar uma hipótese diagnóstica que seja condizente com o relato do paciente. Nestas horas, conseguir “ver” pequenos detalhes que estão em oculto e isso nos ajuda muito a explicar o relato de dor do paciente.

Como no caso do termograma abaixo de uma paciente de 51 anos, sem comorbidades e com sensação de “desconforto” em região lombar (segundo informações do paciente). Ao realizar uma Análise Termofuncional, foi possível detectar alterações térmicas em “Asa de morcego”.

Esta informação auxiliou e muito na tomada de decisão terapêutica, pois facilitou o entendimento do relato de dor consciente do paciente. Nem sempre as lesões/disfunções são respondidas facilmente, nem mesmo com exames de imagens e testes clínicos. Às vezes, uma técnica simples que tem apenas por objetivo detectar e localizar anomalias (mesmo muito discretas) podem fazer a diferença na clínica. Porém para o paciente, é a maior das soluções.

Portanto, saber o que procurar X conhecer os métodos/técnicas avaliativas podem e farão toda a diferença no correto diagnóstico clínico. Primeiro, saiba o que você está procurando para enfim saber como achar.

#fisioterapia #inflamação #dor #regeneração

Estado inflamatório e clínica – parte 10

Um grande detalhe na clínica, que não ensinam na faculdade com tamanha importância, é o planejamento terapêutico.

Uma vez que se tem um diagnóstico fechado, deve-se programar o objetivo terapêutico (macro – fases terapêuticas e sua evolução) e depois, o programa terapêutico (micro – terapias e técnicas utilizadas para cada fase). Deve-se ter em mente sempre o objetivo, pois ele guiará a reabilitação. Isso porque o programa terapêutico pode e deverá ser mudado de uma sessão à outra, dependendo da reação terapêutica do tecido.

Como no caso do termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 51 anos, menopausada sem comorbidades e praticante de atividade física que apresentou subitamente fortes dores em região lombar após treino de musculação. Ao realizar uma Análise Termofuncional, foi detectado alterações térmicas em região lombar em formato de “Asa de Morcego”©, representando os dermátomos da saída das raízes nervosas correspondentes. Foi então aventada hipótese de compressão discal, reflexo da magnitude da força de compressão correspondente (definição Termofuncional©, todos os direitos reservados).

O objetivo da sessão foi então modificado para analgesia e anti-inflamatório até a completa ausência da sintomatologia. Dito isso, o programa terapêutico foi mudado imediatamente para técnicas e terapias correspondentes.

Uma coisa que sempre ensino aos meus alunos:

“Saiba muito bem quais são os objetivos da sua reabilitação e determine quais técnicas e terapias você precisará utilizar, porque você poderá planejar tudo perfeitamente e minunciosamente no papel. Porém a natureza virá e lhe dará uma lição de humildade, porque você não a controla. E neste momento, você deverá mudar o seu programa terapêutico para o objetivo que ela determinar” (Dra. Paula Machado)

#fisioterapia #inflamação #dor #regeneração

Sobre gradientes e suas peculiaridades – parte 10

O Método de Termografia Infravermelha é um grande aliado para aqueles que conhecem de fato a ciência por trás destes equipamentos infravermelhos.

A termografia não se limita apenas uma “corzinha” na tela de “quente” e “frio”, ela é muito além deste tabu. Ao utilizarmos este método, devemos entender que a termografia é um método inclusivo e não exclusivo. E para nós, profissionais de biociências, devemos ter cuidado com o uso deste conhecimento, pois podemos nos limitar a dizer categoricamente é “isso” ou “aquilo”.

Como no caso dos termogramas abaixo de um paciente, sexo masculino, 42 anos, sem comorbidades e praticante de musculação e que apresentou fortes dores em ombros após treino. Após testes clínicos e biomecânicos foi aventado a hipótese de sobrecarga de treino e biomecânica errada.

Ao realizar uma Análise Termofuncional foi detectado várias alterações térmicas em região de ombros e torácica, corroborando a hipótese diagnóstica. O gradiente determinou onde a intensidade da alteração se encontra, mostrando onde o paciente errou no treino. Foi então sugerido ajustar a carga e a biomecânica corrigida e que promoveram imediatamente a diminuição de suas dores.

Não foi APENAS a termografia que determinou o diagnóstico no caso citado, foi o relato consciente da dor e a história do início dela (pós treino) associado a testes clínicos e biomecânicos. A termografia foi um validador do que já se aventava.

Como dito: o MTI é um método inclusivo e não exclusivo de diagnóstico. Então, saiba usar.

Ah, o gradiente, nosso maior aliado.

#fisioterapia #avaliação #dor #termografia

Dor e suas respostas – parte 10

Para sabermos usar de maneira correta o relato consciente de dor do paciente temos que ter em mente que nem sempre a dor responde ao comprometimento da função e/ou tecidual, mas muitas vezes ajuda a entender as consequências desta disfunção.

Dito isso, devemos sempre entender que dor é um sinalizador de que algo errado está ocorrendo “naquele” lugar, porém aquele “lugar” pode ser apenas onde a função chegou ao seu limite provocando a dor. Porém, em geral, a dor mostra a consequência e não a causa.

Como fisioterapeutas, devemos sempre buscar a causa da dor, que em geral esta associada a disfunção. Assim, podemos ser assertivos quando temos este olhar e não apenas de analgesia da lesão.

Como no caso do termograma abaixo de uma paciente do sexo feminino, 54 anos, praticante de esportes, com relato de dores em região lombar. Foi realizado um Exame Termofuncional e detectado alterações térmicas em região de lombar e torácica. Com estes achados foi realizado uma avaliação postural corroborando com os achados térmicos de comprometimento da cadeia posterior e mestra anterior.

O comprometimento das cadeias respondeu como o encurtamento da cadeia estava provocando a disfunção em região lombar e torácica. Isso facilitou muito o trabalho de reabilitação, retirando a dor devolvendo a funcionalidade ao paciente rapidamente.

Com olhar da procura da causa da dor lhe dá a visão da disfunção e está, caro colega, é a chave para o sucesso. Saiba usar as informações a seu favor, a dor é um sinalizador que pode te guiar para o caminho certo, mas também pode ser uma armadilha se você apenas focar nela.

#dor #fisioterapia #termografia