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Conhecimentos básicos em laserterapia – parte 2

Laserterapia não é sair aplicando 4 J/cm² e esperar um milagre e esse reducionismo é o que mais descredibiliza uma das técnicas com maior potencial regenerativo da fisioterapia.

A laserterapia é biofísica aplicada à clínica e exige domínio de comprimento de onda, potência real, densidade de energia, tempo, tecido-alvo, fase inflamatória, profundidade e resposta biológica esperada. Sem isso, não há regeneração, há apenas emissão de luz.

Radiação terapêutica só funciona quando o profissional entende como a luz interage com a célula, como ativa vias metabólicas, modula inflamação e estimula reparo tecidual. Isso porque um protocolo genérico não induz regeneração. Conhecimento, sim.

Em um caso clínico de entorse de ombro, a correta aplicação da laserterapia permitiu induzir processos regenerativos, respeitando a biologia do tecido e o tempo de resposta celular. Não se promete regenerar, mas promete-se induzir e quem define o quanto regenera é o organismo, não o terapeuta.

A regeneração é multifatorial e depende diretamente da adesão do paciente. Sem repouso, controle de carga e seguimento terapêutico, o laser não compensa erro mecânico nem sobrecarga funcional.

Laserterapia é uma via de mão dupla: técnica + conduta clínica.

Quando bem aplicada, transforma prognóstico. Quando banalizada, vira placebo luminoso.

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Sobre gradientes e suas peculiaridades 2

Muitos perguntam qual câmera é usada na termografia, essa não é a pergunta correta.

A pergunta certa é: qual método, procedimento e critério clínico o profissional domina para interpretar o gradiente térmico?

Na prática clínica, quem faz a termografia não é a câmera, é o especialista, pois sem domínio do gradiente de calor, a imagem vira apenas um mapa bonito e clinicamente frágil.

O gradiente térmico é o que traduz inflamação, sobrecarga e disfunção funcional e, captar corretamente de forma técnico e interpretá-lo, é uma ciência clínica. E transpor este conhecimento para conduta terapêutica é uma especialização.

Como no caso do termograma abaixo de um paciente do sexo masculino, com comorbidades, apresentando dor lombar aguda. Foi realizado uma Análise Termofuncional identificou um gradiente térmico assimétrico lombossacral, compatível com o relato de dor e com a mecânica funcional envolvida.

A dor, antes subjetiva, tornou-se documentável, rastreável e clinicamente justificável.

Não foi necessária análise quantitativa isolada, pois o procedimento Termofuncional prioriza o gradiente, conforme critérios técnicos e normativos. A análise numérica só é aplicada quando o método indica e isso não se aprende sozinho.

Para o fisioterapeuta, a Técnica Termofuncional eleva o nível clínico, fortalece o prontuário e reduz risco jurídico. Para o paciente, significa ser avaliado por quem sabe ler a dor onde ela realmente está.

Gradiente não se improvisa, se interpreta com formação.

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Dor e analgesia – parte 2

Muitos pacientes passam anos sendo ouvidos, mas não diagnosticados. Nestes casos, a dor é relatada, registrada, tratada, porém nunca localizada funcionalmente.

O resultado? Analgesia temporária, frustração clínica e cronificação silenciosa. O caso abaixo expõe essa falha do modelo tradicional.

O termograma abaixo é de uma paciente do sexo feminino, 42 anos, com comorbidades, convivendo com dor lombar há mais de uma década, sem diagnóstico conclusivo, apesar de múltiplas condutas.

Com o Exame Termofuncional, a história mudou, pois foram identificadas assimetrias térmicas e padrões compatíveis com disfunção lombossacra crônica, totalmente coerentes com o relato álgico, a biomecânica e a história funcional da paciente.

A dor deixou de ser “subjetiva” e passou a ser mensurável, documentada e rastreável. A partir disso, foi possível estruturar um programa terapêutico preciso, individualizado e monitorável, com critérios técnicos claros e segurança assistencial.

Para o fisioterapeuta, a Técnica Termofuncional representa mudança de nível clínico: mais assertividade, melhor tomada de decisão, prontuários mais robustos e menor risco de subdiagnóstico.

Para o paciente, significa ser avaliado por quem sabe transformar dor em dado clínico e dado clínico em conduta eficaz.

Dor ignorada cronifica, a dor mal avaliada retorna e a dor bem analisada muda o prognóstico.

A dor crônica é sempre sindrômica.

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